17 de abril de 2007

Uma prece...



Deus, não consintas

que eu seja o carrasco que sangra as ovelhas,

nem uma ovelha nas mãos dos algozes.

Ajuda-me a dizer sempre a verdade

na presença dos fortes,

e jamais dizer mentiras

para ganhar os aplausos dos fracos.



Meu Deus, se me deres a fortuna,

não me tires a felicidade;

Se me deres a força,

não me tires a sensatez;

Se me for dado prosperar,

não permitas que eu perca a modéstia,

conservando apenas o orgulho da dignidade.



Ajuda-me a apreciar o outro lado das coisas,

para não acusar meus adversários

com mais severidade do que a mim mesmo.

Não me deixes ser atingido pela ilusão da glória,

quando bem-sucedido,

e nem pela do desespero,

quando derrotado.

Lembra-me que a experiência de uma queda

poderá proporcionar uma visão diferente do mundo.




Ó Deus! Faze-me sentir

que o perdão demonstra força,

e que a vingança é prova de fraqueza.

Se me tirares a fortuna,

deixa-me a esperança.

Se me faltar a saúde,

conforta-me com a graça da fé.

E quando me ferir

a ingratidão e a incompreensão dos meus

semelhantes,cria em minha alma

a força da desculpa e do perdão.

Finalmente Senhor,

Se eu Te esquecer,

te rogo que nunca Te esqueças de mim.










(prece árabe, traduzida por Seme Draibe)

Retiro VOC - João Paulo II- Peregrino do Amor

16 de abril de 2007

Papa João Paulo II - "O Grande"

Foi aberto o processo de beatificação do Papa João Paulo II, como tal, decidi postar um dos textos de João Paulo II sobre quem é para ele Jesus Cristo. É um texto tocante, leiam com atenção...

Quem é Jesus Cristo?

A vossa pergunta central refere-se a Jesus Cristo. Quereis ouvir-me falar de Jesus e perguntais-me quem é para mim, Jesus Cristo.
Permiti-me que eu vos devolva a mesma pergunta e vos diga: para vós, quem é Jesus Cristo? Desse modo, e sem evadir a questão, darei-vos também minha resposta, dizendo o que é para mim.
O Evangelho inteiro é o diálogo com o homem, as diversas gerações, com as nações, com as diversas tradições..., mas sempre e continuamente um diálogo com o homem, com cada homem, um, único, absolutamente singular.
Ao mesmo tempo, há muitos diálogos no Evangelho. Entre eles, considero especialmente eloquente o diálogo de Cristo com o jovem rico.
Lerei-vos o texto, porque talvez nem todos vós recordais muito bem. É o capítulo 19 do evangelho de Mateus.
"Aproximou-se dele um jovem e disse: 'Mestre, o que devo fazer de bom para alcançar a vida eterna?' Ele disse: 'Por que me perguntas sobre o bom? Uma única coisa é boa: Se quiseres entrar na vida eterna, observa os mandamentos'. Disse-lhe: Quais? Jesus respondeu: 'Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não levantarás falso testemunho; honra teu pai e tua mãe, e ama o próximo como a ti mesmo'. Disse-lhe o jovem: 'tudo isto tenho observado. O que ainda me falta? Jesus respondeu: 'Se quiseres ser perfeito vai, vende tudo o que tens, dá aos pobres e terás um tesouro nos céus, e vem e segue-me'. Ao ouvir isto o jovem afastou-se entristecido porque tinha muitos bens".
Por que Cristo dialoga com este jovem? A resposta está no texto evangélico. E vós perguntais-me por que eu, em todos os lugares onde vou, quero-me encontrar com os jovens.
Respondo: porque "o jovem" significa o homem que, de maneira especial, de maneira decisiva; está em fase de "formação". Isso não quer dizer que o homem não esteja em formação durante toda a sua vida; dizemos que "a educação começa mesmo antes do nascimento" e dura até ao último dia. Entretanto, a juventude, desde o ponto de vista da formação, é um período especialmente importante, rico e decisivo. E se refletirdes sobre o diálogo de Cristo com o jovem rico encontrareis a confirmação do que acabo de dizer.
As perguntas de ser jovem são essenciais. As respostas também o são.

Retiro VOC - Contemplar na Eucaristia a humildade de Deus

PAZ E BEM

O amor de Francisco por Jesus no Sacramento da Eucaristia, pertence aos mistérios mais íntimos da sua vida : "O Sacramento do corpo do Senhor inflamva-o de amor até ao mais íntimo do coração: pasmava de admiração perante uma misericórdia tão amante e um amor tão misericordioso. Comungava com frequência e com uma devoção irradiante que contagiava que o ouvia" (LM 9,2). Aos seus irmãos escrevia: "E por isso a todos vós, irmãos, imploro no Senhor, beijando-vos os pés com quanta caridade eu posso, que presteis toda a reverência e toda a honra que puderdes, ao Santíssimo Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo..." (CO 12). A Eucaristia é o tema mais longamente tratado nos seus escritos. A sua oração era alimentada de contemplação deste mistério da humildade do nosso Deus, que se esconde por detrás de um pedaço de pão e que se faz nosso alimento.
Exortava aos seus irmãos: "... cada dia desce do seio do Pai, sobre o altar, para as mãos do sacerdote. E assim como os santos apóstolos se mostrou em carne verdadeira, assim agora se mostra a nós no pão sacramentado. Os Apóstolos com a sua vida corporal viam apenas a Sua carne; mas, contemplando-O com os olhos do espírito, acreditavam que Ele era Deus. De igual modo, os nossos olhos de carne só vêem ali pão e vinho; mas saiba a nossa fé firmemente acreditar que ali está, vivo e verdadeiro, o Seu Santíssimo Corpo e Sangue." (Ex 1)


Leitura feita diante do Santíssimo Sacramento (foto) na Vigília de Oração
Retiro VOC, Fátima- 1,2,3 de Abril 2007

14 de abril de 2007


O tempo é a única prova segura de tudo. Não só é o crítico mais severo; é o crítico recto e preciso. Ninguém pode julgar do valor disto ou daquilo num momento, porque só o tempo o pode fazer. O tempo dar-lhe-á o valor que merece. (...) Nunca se deixe enganar pelo calendário. O ano só tem os dias que sabe empregar bem. Uma pessoa pode ter num ano o valor de uma semana, enquanto outra tira o valor de um ano inteiro em uma semana.

Alfred Montapert, in A Suprema Filosofia do Homem

12 de abril de 2007

E você? É cometa? Ou é estrela?


“Já pensou na grandeza da amizade?
Diz um grande pensador que quem encontra um amigo, encontra um tesouro valioso.
Um pensador anónimo compara a amizade com as estrelas, e aqueles que não têm amigos compara com os cometas, que vêm e vão, mas não permanecem, nem iluminam como as estrelas.

"Há pessoas estrelas e pessoas cometas. Os cometas passam. Apenas são lembrados pelas datas que passam e retornam.
As estrelas permanecem. O Sol permanece. Passam-se anos, milhões de anos e as estrelas permanecem. Os cometas desaparecem.
Há muita gente como os cometas, que passa pela vida da gente apenas por instantes. Gente que não prende ninguém e a ninguém se prende.
Gente sem amigos. Gente que apenas passa, sem iluminar, sem aquecer, sem marcar presença. Assim são as pessoas que vivem na mesma família e que passam um pelo outro sem serem presença.
O importante é ser como as estrelas. Permanecer. Clarear. Estar presente. Ser luz. Ser calor. Ser vida. Ser amigo é ser estrela.
Podem passar os anos, podem surgir distâncias, mas a marca da amizade fica no coração. Corações que não querem enamorar-se de cometas, que apenas atraem olhares passageiros e passam.
São muitas as pessoas cometas. Passam, recebem as palmas e desaparecem. Ser cometa é ser companheiro apenas por instantes. É explorar os sentimentos humanos.
A solidão de muitas pessoas é consequência de não poderem contar com alguém. É resultado de uma vida de cometa. Ninguém fica. Todos passam uns pelos outros.
Há muita necessidade de criar um mundo de pessoas estrelas. Aquelas com as quais todos os dias podemos contar. Todos os dias ver a sua luz e sentir o seu calor.
Assim são os amigos estrelas na vida da gente. Pode-se contar com eles. Eles são presença. São coragem nos momentos de tensão. São luz nos momentos de escuridão. São segurança nos momentos de desânimo.
Ser estrela neste mundo passageiro, neste mundo cheio de pessoas cometas, é um desafio, mas acima de tudo uma recompensa.
É nascer e ter vivido e não apenas existir.
E você? É cometa? Ou é estrela?"


10 de abril de 2007

Retiro VOC - Hino ao Amor


Ainda que eu fale todas as línguas
dos homens e dos anjos,
se não tiver amor, as minhas palavras
são como bronze que soa
ou como símbalo que tine.

Ainda que eu tenha o dom de falar
em nome de Deus
o conhecimento de todos os mistérios
e de toda a ciência.
Ainda que eu tenha uma fé
capaz de transportar montanhas,
se não tiver amor, eu nada sou.

Se eu repartir todos os meus bens
pelos pobres e entregar o meu corpo ao fogo,
se não tiver amor, isso nada me serve.

O amor é paciente e prestável.
Não é invejoso.
Não se envaidece nem é orgulhoso.
O amor nada faz de inconveniente.
Não procura o seu próprio interesse.
Não se irrita nem guarda rancor.
Não se alegra com a injustiça.
Mas alegra-se com a verdade.

O amor tudo desculpa,
tudo acredita, tudo espera,
tudo suporta.
As profecias desaparecem,
as línguas acabam-se, a ciência passa.
O amor jamais passará.
Paulo de Tarso

Voltei...




Taizé... uma localidade ecuménica situada em França, na região de Borgonha...Um local distante que permanece dentro dos corações dos que lá vão... e dos que lá voltam.. Porque como os mais experientes, isto é, aqueles que lá voltaram, me disseram, cada experiência em Taizé é única e indescritível... E a partir do momento em que se vai anseia-se por momentos iguais ou ainda mais perfeitos. Espero voltar*

9 de abril de 2007

Retiro VOC - Congregação das Oblatas do Divino Coração


A Congregação das Oblatas do Divino Coração nasce no coração do Alentejo e tem como referência evangélica a concretização das Bem-aventuranças, mostrando desse modo o Rosto de Deus em Jesus Cristo.

José do Patrocínio Dias, Bispo de Beja, a mesma coragem que mostrou na batalha de la Lys, mostrou ao chegar ao Alentejo, uma Diocese sem Bispo há muitos anos.
Em 5 de Fevereiro de 1922, o “Bispo da Caridade”, como vinha a ser conhecido no Alentejo, começa a sua acção pastoral na Diocese. “É isto o que vos mando: que vos ameis uns aos outros.” Jo. 15, 17. Sabedoria Evangélica, inteligência perspicaz, coração generoso e alma missionária de grande Bispo.

Foi como água caída sobre terra árida e sequiosa, que um longo estio calcinou e quase esterilizou.
Era necessário que D. José tivesse o coração e a energia de S. Paulo: “É preciso que ELE reine”.
Em 15 de Maio de 1926 desafia um grupo de Jovens a viverem em pequenas comunidades o Evangelho “Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens; vem e segue-Me” Mt 19,21. Foi este o apelo que Jesus lançou e que alguém um dia ousou escutar e responder…e nasce no Alentejo a Congregação das Oblatas do Divino Coração. Imprime-lhe um carácter essencialmente Humano e Evangelizador. “A messe é grande mas os trabalhadores são poucos” Lc.10,2. O pequeno Grão de mostarda lançado à terra começa a crescer. Árvore de seiva missionária, de que Beja tanto precisava.

Por Vielas tortuosas, de pedras muito gastas pelo perpassar das gerações, as Oblatas correm apressadamente até encontrarem a velha aldraba da esburacada porta dum casebre rústico. Mora ali um dos seus pobres, velho e doente. Num saco vão alimentos, remédios, tabaco e rebuçados, e até um pequeno catecismo que ajuda a rezar o Pai Nosso…e o pão-nosso de cada dia…

"S. Francisco de Assis" O Filme


Atenção: Hoje, por volta das 2h da manhã... =S irá ser transmitido na SIC o filme "S. Francisco de Assis". O Filme é excelente e retrata a vida do "mais Santo dos Italianos e o mais Italiano dos Santos". Sei que o filme passa tarde, mas não percam


PAZ E BEM

RESSUSCITOU...

PAZ E BEM

Alegremo-nos... Jesus Resuscitou. Ressuscitou há 2000 anos e continua a Ressuscitar nos corações daqueles que O amam. Hoje é dia de Alegria.
Esta é e deve ser sempre a maior festa Cristã... Se não, pensem comigo... Se a nossa Fé se basea-se num Homem morto, que sentido teria...? A nossa Fé não é vã... baseia-se num Cristo Ressuscitado, que morreu e Ressuscitou, unica e exclusivamente por Amor a nós.
Já diz o nossso povo: "Amor com a Amor se paga"...




Páscoa Feliz

6 de abril de 2007

A PAIXÃO DO SENHOR

Quando chegou a hora,Jesus sentou-Se à mesa com os seus Apóstolos e disse-lhes: «Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa,antes de padecer;pois digo-vos que não tornarei a comê-la,até que se realize plenamente no reino de Deus».
Então, tomando um cálice, deu graças e disse: «Tomai e reparti entre vós,pois digo-vos que não tornarei a beber do fruto da videira,até que venha o reino de Deus».
Depois tomou o pão e, dando graças,partiu-o e deu-lho, dizendo: «Isto é o meu corpo entregue por vós.Fazei isto em memória de Mim».
No fim da ceia, fez o mesmo com o cálice, dizendo: «Este cálice é a nova aliança no meu Sangue, derramado por vós.Entretanto, está comigo à mesa a mão daquele que Me vai entregar. O Filho do homem vai partir, como está determinado. Mas ai daquele por quem Ele vai ser entregue!»
Começaram então a perguntar uns aos outros qual deles iria fazer semelhante coisa. Levantou-se também entre eles uma questão: qual deles se devia considerar o maior? Disse-lhes Jesus: «Os reis da nações exercem domínio sobre elas e os que têm sobre elas autoridade são chamados malfeitores.Vós não deveis proceder desse modo. O maior entre vós seja como o menor e aquele que manda seja como quem serve. Pois quem é o maior: o que está à mesa ou o que serve? Não é o que está à mesa? Ora Eu estou no meio de vós como aquele que serve. Vós estivestes sempre comigo nas minhas provações. E Eu preparo para vós um reino, como meu Pai o preparou para Mim: comereis e bebereis à minha mesa, no meu reino, e sentar-vos-eis em tronos, a julgar as doze tribos de Israel. Simão, Simão, Satanás vos reclamou para vos agitar na joeira como trigo. Mas Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça. E tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos».
Pedro respondeu-Lhe: «Senhor, eu estou pronto a ir contigo, até para a prisão e para a morte».
Disse-lhe Jesus: «Eu te digo, Pedro: não cantará hoje o galo, sem que tu, por três vezes, negues conhecer-Me». Depois acrescentou: «Quando vos enviei sem bolsa nem alforge nem sandálias, faltou-vos alguma coisa?» Eles responderam que não lhes faltara nada.
Disse-lhes Jesus: «Mas agora, quem tiver uma bolsa pegue nela, bem como no alforge; e quem não tiver espada venda a capa e compre uma. Porque Eu vos digo que se deve cumprir em Mim o que está escrito:‘Foi contado entre os malfeitores’. Na verdade, o que Me diz respeito está a chegar ao fim».
Eles disseram: «Senhor, estão aqui duas espadas». Mas Jesus respondeu: «Basta». Então saiu e foi, como de costume, para o Monte das Oliveiras e os discípulos acompanharam-n’O. Quando chegou ao local, disse-lhes: «Orai, para não entrardes em tentação». Depois afastou-Se deles cerca de um tiro de pedra e, pondo-Se de joelhos, começou a orar, dizendo: «Pai, se quiseres, afasta de Mim este cálice. Todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua». Então apareceu-Lhe um Anjo, vindo do Céu, para O confortar. Entrando em angústia, orava mais instantemente e o suor tornou-se-Lhe como grossas gotas de sangue, que caíam na terra.Depois de ter orado, levantou-Se e foi ter com os discípulos,que encontrou a dormir, por causa da tristeza.
Disse-lhes Jesus: «Porque estais a dormir?Levantai-vos e orai, para não entrardes em tentação».
Ainda Ele estava a falar,quando apareceu uma multidão de gente. O chamado Judas, um dos Doze, vinha à sua frente e aproximou-se de Jesus, para O beijar. Disse-lhe Jesus: «Judas, é com um beijo que entregas o Filho do homem?»
Ao verem o que ia suceder,os que estavam com Jesus perguntaram-Lhe: «Senhor, vamos feri-los à espada?»
E um deles feriu o servo do sumo sacerdote,cortando-lhe a orelha direita. Mas Jesus interveio, dizendo: «Basta! Deixai-os». E, tocando na orelha do homem, curou-o. Disse então Jesus aos que tinham vindo ao seu encontro, príncipes dos sacerdotes, oficiais do templo e anciãos: «Vós saístes com espadas e varapaus,como se viésseis ao encontro dum salteador. Eu estava todos os dias convosco no templo e não Me deitastes as mãos. Mas esta é a vossa hora e o poder das trevas.»
Apoderaram-se então de Jesus, levaram-n’O e introduziram-n’O em casa do sumo sacerdote.Pedro seguia-os de longe. Acenderam uma fogueira no meio do pátio, sentaram-se em volta dela e Pedro foi sentar-se no meio deles. Ao vê-lo sentado ao lume, uma criada, fitando os olhos nele, disse: «Este homem também andava com Jesus». Mas Pedro negou: «Não O conheço, mulher». Pouco depois, disse outro, ao vê-lo: «Tu também és um deles». Mas Pedro disse: «Homem, não sou». Passada mais ou menos uma hora, afirmava outro com insistência: «Esse homem, com certeza, também andava com Jesus, pois até é galileu». Pedro respondeu: «Homem, não sei o que dizes». Nesse instante – ainda ele falava – um galo cantou.O Senhor voltou-Se e fitou os olhos em Pedro. Então Pedro lembrou-se da palavra do Senhor,quando lhe disse:‘Antes do galo cantar, Me negarás três vezes’. E, saindo para fora, chorou amargamente.
Entretanto, os homens que guardavam Jesus troçavam d’Ele e maltratavam-n’O. Cobrindo-Lhe o rosto, perguntavam-Lhe: «Adivinha, profeta: Quem te bateu?» E dirigiam-Lhe muitos outros insultos.
Ao romper do dia,reuniu-se o conselho dos anciãos do povo,os príncipes dos sacerdotes e os escribas. Levaram-n’O ao seu tribunal e disseram-Lhe: «Diz-nos se Tu és o Messias». Jesus respondeu-lhes: «Se Eu vos disser, não acreditareis e, se fizer alguma pergunta, não respondereis. Mas o Filho do homem sentar-Se-á doravante à direita do poder de Deus». Disseram todos: «Tu és então o Filho de Deus?» Jesus respondeu-lhes: «Vós mesmos dizeis que Eu sou». Então exclamaram: «Que necessidade temos ainda de testemunhas?Nós próprios o ouvimos da sua boca».
Levantaram-se todos e levaram Jesus a Pilatos. Começaram a acusá-l’O, dizendo: «Encontrámos este homem a sublevar o nosso povo, a impedir que se pagasse o tributo a César e dizendo ser o Messias-Rei». Pilatos perguntou-Lhe: «Tu és o Rei dos judeus?» Jesus respondeu-lhe: «Tu o dizes». Pilatos disse aos príncipes dos sacerdotes e à multidão: «Não encontro nada de culpável neste homem». Mas eles insistiam: «Amotina o povo, ensinando por toda a Judeia,desde a Galileia, onde começou, até aqui». Ao ouvir isto, Pilatos perguntou se o homem era galileu; e, ao saber que era da jurisdição de Herodes, enviou-O a Herodes, que também estava nesses dias em Jerusalém. Ao ver Jesus, Herodes ficou muito satisfeito. Havia bastante tempo que O queria ver,pelo que ouvia dizer d’Ele, e esperava que fizesse algum milagre na sua presença. Fez-Lhe muitas perguntas, mas Ele nada respondeu. Os príncipes dos sacerdotes e os escribas que lá estavam acusavam-n’O com insistência. Herodes, com os seus oficiais, tratou-O com desprezo e, por troça, mandou-O cobrir com um manto magnífico e remeteu-O a Pilatos. Herodes e Pilatos, que eram inimigos, ficaram amigos nesse dia. Pilatos convocou os príncipes dos sacerdotes, os chefes e o povo, e disse-lhes: «Trouxestes este homem à minha presença como agitador do povo.Interroguei-O diante de vós e não encontrei n’Ele nenhum dos crimes de que O acusais. Herodes também não, uma vez que no-l’O mandou de novo. Como vedes, não praticou nada que mereça a morte. Vou, portanto, soltá-l’O, depois de O mandar castigar».
Pilatos tinha obrigação de lhes soltar um preso por ocasião da festa. E todos se puseram a gritar: «Mata Esse e solta-nos Barrabás». Barrabás tinha sido metido na cadeia por causa de uma insurreição desencadeada na cidade e por assassínio. De novo Pilatos lhes dirigiu a palavra, querendo libertar Jesus.Mas eles gritavam: «Crucifica-O! Crucifica-O!»
Pilatos falou-lhes pela terceira vez: Mas que mal fez este homem? Não encontrei n’Ele nenhum motivo de morte.Por isso vou soltá-l’O, depois de O mandar castigar».
Mas eles continuavam a gritar, pedindo que fosse crucificado, e os seus clamores aumentavam de violência. Então Pilatos decidiu fazer o que eles pediam:soltou aquele que fora metido na cadeia por insurreição e assassínio ,como eles reclamavam, e entregou-lhes Jesus para o que eles queriam.
Quando o conduziam, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e puseram-lhe a cruz às costas, para a levar atrás de Jesus. Seguia-O grande multidão de povo e mulheres que batiam no peito e se lamentavam, chorando por Ele. Mas Jesus voltou-Se para elas e disse-lhes: «Filhas de Jerusalém, não choreis por Mim; chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos; pois dias virão em que se dirá:‘Felizes as estéreis, os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram’.Começarão a dizer aos montes: ‘Caí sobre nós’; e ás colinas: ‘Cobri-nos’. Porque, se tratam assim a madeira verde, que acontecerá à seca?».
Levavam ainda dois malfeitores para serem executados com Jesus. Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, crucificaram-n’O a Ele e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda.
Jesus dizia:J«Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem».
Depois deitaram sortes,para repartirem entre si as vestes de Jesus. O povo permanecia ali a observar. Por sua vez, os chefes zombavam e diziam: «Salvou os outros: salve-Se a Si mesmo,se é o Messias de Deus, o Eleito».
Também os soldados troçavam d’Ele; aproximando-se para Lhe oferecerem vinagre, diziam: «Se és o Rei dos judeus, salva-Te a Ti mesmo».
Por cima d’Ele havia um letreiro:«Este é o rei dos judeus».
Entretanto, um dos malfeitores que tinham sido crucificados insultava-O, dizendo: «Não és Tu o Messias?Salva-Te a Ti mesmo e a nós também». Mas o outro, tomando a palavra, repreendeu-o: «Não temes a Deus,tu que sofres o mesmo suplício? Quanto a nós, fez-se justiça, pois recebemos o castigo das nossas más acções. Mas Ele nada praticou de condenável».
E acrescentou: «Jesus, lembra-Te de mim,quando vieres com a tua realeza». Jesus respondeu-lhe: «Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no Paraíso».
Era já quase meio-dia,quando as trevas cobriram toda a terra, até às três horas da tarde, porque o sol se tinha eclipsado. O véu do templo rasgou-se ao meio. E Jesus exclamou com voz forte: «Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito». Dito isto, expirou.
Vendo o que sucedera, o centurião deu glória a Deus, dizendo: «Realmente este homem era justo». E toda a multidão que tinha assistido àquele espectáculo, ao ver o que se passava, regressava batendo no peito.
Todos os conhecidos de Jesus, bem como as mulheres que O acompanhavam desde a Galileia, mantinham-se à distância, observando estas coisas.
Havia um homem chamado José, da cidade de Arimateia, que era pessoa recta e justa e esperava o reino de Deus. Era membro do Sinédrio, mas não tinha concordado com a decisão e o proceder dos outros. Foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus.
E depois de o ter descido da cruz, envolveu-o num lençol e depositou-o num sepulcro escavado na rocha, onde ninguém ainda tinha sido sepultado. Era o dia da Preparação e começavam a aparecer as luzes do sábado.Entretanto, as mulheres que tinham vindo com Jesus da Galileia acompanharam José e observaram o sepulcro e a maneira como fora depositado o corpo de Jesus.
No regresso, prepararam aromas e perfumes. E no sábado guardaram o descanso, conforme o preceito.
Lc 22,14-23,56


Jesus Cristo morreu para nos salvar.
Sejamos agradecidos e peçamos perdão pelas nossas culpas e demos Graças a Deus.
Nós Vos Louvamos e Bendizemos Jesus


PAZ E BEM
Páscoa Feliz


3 de abril de 2007

Retiro VOC - Espiritualidade Franciscana (Como tudo começou...)


Francisco nasceu em 1181/1182 em Assis- Itália, foi batizado com o nome de Giovanni di Pietri, mas o seu nome foi mudado pouco tempo depois para Francisco, pois o seu pai Petri di Bernardone era comerciante e viajava muito a França, mudou o nome do filho em homenagem ao local que fazia bons negócios e á sua esposa que era francesa (Francisco significa "O francês"). Em 1198 houve um conflito em Assis, entre a nobreza e os comerciantes. Os nobres refugiam-se na Perusa uma pequena cidade próxima de Assis, onde Francisco ficou preso por um ano até ao ano de 1204. Ao voltar para Assis, Francisco, doente, começa a sua conversão gradual, dedica-se a dar esmolas e oferece até as suas roupas aos pobres, tem visões e começa a desprezar o dinheiro e as coisas mundanas. Até que ele se encontra com um leproso, dá-lhe esmola e um beijo, e este acontecimento marcou tanto a vida dele que, dos muitos factos ocorridos na sua vida, este foi o primeiro que entrou no seu Testamento, "pois o que antes era amargo converteu-se em doçura da alma e do corpo". Outros encontros afirmaram ainda mais a vocação de São Francisco. Nas ruínas da da Igreja de São Damião, nas redondenzas de Assis recebeu do Cristo Crucificado o mandato de restaurar a Sua Igreja. Obediente ao mandato, São Francisco pôs-se logo a trabalhar. Reconstruiu três pequenas Igrejas abandonadas: a de São Damião, a de Santa Maria dos Anjos e a de São Pedro.

Seu pai, envergonhado do novo género de vida adoptado por Francisco, queixou-se ao bispo de Assis da prodigalidade do filho e, diante do prelado, pediu a Francisco que lhe devolvesse o dinheiro gasto com os pobres. A resposta foi a renúncia à vultosa herança: despindo, ali, as suas vestes, Francisco exclamou: "... doravante não direi mais pai Bernardone, mas Pai Nosso que estais no Céu..." A partir desse momento passa a viver na pobreza, e inicia a Ordem Franciscana, cresce o número de companheiros, em 1209 já são 12. Cria uma regra muito breve e singela, que o papa Inocêncio III aprova em 1210, e cujas directrizes principais eram Pobreza e Humildade, surge assim a Fraternidade dos Irmãos Menores, a Primeira Ordem.


Olá a todos os visitantes do Blog. Estive num retiro espiritual em Fátima com a orientação da Equipa VOC (Fraternidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis e Congregação das Irmãs Oblatas do Divino Coração) a quem aproveito para dar os parabéns pela excelente organização.

Aproveito também para deixar os meus cumprimentos a todas as pessoas que participaram neste retiro. Saibam meus Amigos, que estarão para sempre no meu coração.

Para falar do Retiro propriamente dito, começo por postar (novamente =) ) esta linda história de vida. Acho que não preciso dizer mais nada. A História fala por Si.

PAZ E BEM

Páscoa Feliz

31 de março de 2007


Olá a todos os visitantes do Blog. Estou aqui para informar-vos que nos próximos dias não poderei publicar aqui no Blog, uma vez que estarei num retiro Espiritual no Santuário de Fátima até ao dia 3 de Abril.

Desejo a todos uma Boa Entrada na Semana Santa

29 de março de 2007


Caros visitantes, tenho a informar-vos que de 30 a 9 de Abril não postarei aqui no blog pois farei parte da peregrinação quaresmal a Taizé deste ano =) É a primeira vez que vou e espero
trazer muitas coisas boas para contar. Me aguardem*

26 de março de 2007

A Força da Amizade


A Força da Amizade vence todas as diferenças...

Aliás... Para quê diferenças se somos Amigos?

Quando erramos... Perdoamo-nos e esquecemos!

Se temos defeitos... Não nos importamos...

Trocamos segredos...

E respeitamos as divergências...

Nas horas incertas,

Sempre chegamos no momento certo...

Amigos sem cor... sem sexo... sem idade...

Amigo é "só" Amigo...

Amparamo-nos... Defendemo-nos...

Sem pedir...

Fazemos porque nos sentimos felizes em fazer...

Reverenciamos... Adoramos...Idolatramos... Apreciamos... Admiramos os nossos Amigos.

Mostramo-nos Amigos de verdade,

Quando dizemos o que temos a dizer...

Aceitamo-nos sem querer mudanças...

Estamos sempre presentes,

Não só nos momentos de alegria,

Compartilhando prazeres,

Mas principalmente nos momentos mais difíceis...

Não tiramos a liberdade...

Não sufocamos... Não forçamos a nossa presença...

Estamos perto quando de nós precisam...

E ao nos afastarmos,

Respeitamos sempre a individualidade alheia.

A Amizade não se força...

Mas tem uma força,

Que se intensifica a cada instante...


É desta maneira que somos amigos... Quantos amigos tens assim?

Há muitos conhecidos...

Mas quantos desses são verdadeiros Amigos???


PAZ E BEM

Páscoa Feliz

Um amigo é...


Disse um soldado ao seu comandante:

-"O meu amigo não voltou do campo de batalha. Meu comandante, solicito autorização para ir buscá-lo."

Respondeu o oficial:-"Autorização negada!" "Não quero que você arrisque a vida por um homem que, provavelmente, está morto!"
O soldado ignorando a proibição saiu e uma hora mais tarde voltou mortalmente ferido, transportando o cadáver do seu amigo.

O oficial estava furioso:-"Eu não lhe disse que ele estava morto?!"

-"Diga - me, valia a pena ir até lá para trazer um cadáver?"
E o soldado, moribundo, respondeu:

-"Claro que sim, meu comandante!Quando o encontrei, ele ainda estava vivo e disse-me:

- Tinha a certeza que virias!"

"Um amigo é aquele que chega quando todos já se foram."

25 de março de 2007

Na corda bamba...

"Todos passámos pelo sentimento da corda bamba, uma vez na vida. Alturas em que o céu parece desmoronar-se na nossa cabeça, em que nada corre bem, em que os únicos amigos que ficam são a tristeza, o rancor e a solidão. Todos tivemos momentos assim.
E o sentimento oposto? Andar na corda bamba por sentimentos bons? Sentir um frio na barriga, um calor no peito, uma alegria que anda de mãos dadas connosco. Já todos sentimos também.
Não é isto que a vida tem de bonito? Passarmos do 8 para o 80 em dois segundos? Sentirmo-nos donos do Mundo para deixarmos de o ser, ficando sozinhos numa rua suja e feia? Ver o mundo tão negro que não há luz que nele penetre e descobrir que nas cores do arco-íris o preto não entra?

Para mim é. A beleza de viver é isto."

24 de março de 2007

A viagem da vida...


"Algum tempo atrás, li um livro que comparava a vida com uma viagem de comboio. Uma leitura extremamente interessante, quando é bem interpretada…
A vida não é mais do que uma viagem de comboio: repleto de embarques e desembarques, salpicado por acidentes, surpresas agradáveis em algumas estações e profundas tristezas noutras.Ao nascer, subimos para o comboio e encontramo-nos com algumas pessoas que creditamos que estarão sempre connosco nesta viagem: Os nossos PAIS. Lamentavelmente, a verdade é outra. Eles sairão em alguma estação, deixando-nos órfãos do seu carinho, amizade e da sua companhia insubstituível.
A pesar disto, nada impede que entrem outras pessoas que serão muito especiais para nós. Chegam os nossos irmãos, amigos e esses maravilhosos amores. De entre as pessoas que apanham este comboio, também haverá quem o faça como um simples passeio. Outros, só encontrarão tristeza nessa viagem… E outros também, que circulando pelo comboio, estarão sempre prontos para ajudar quem precisa. Muitos, quando descem do comboio, deixam uma permanente saudade… Outros passam tão despercebidos que nem reparamos que desocuparam o lugar. Às vezes, é curioso constatar que alguns passageiros, que nos são muito queridos, se instalam noutras carruagens, diferentes da nossa. Assim, temos de fazer o trajecto separados deles. Mas, nada nos impede que, durante a viagem, percorramos a nossa carruagem com alguma dificuldade e cheguemos até eles... Mas, lamentavelmente, já não nos poderemos sentar ao seu lado, pois estará outra pessoa a ocupar o lugar. Não importa. A viagem faz-se deste modo: cheio de desafios, sonhos, fantasias, esperas e despedidas... mas nunca de retornos. Então, façamos esta viagem da melhor maneira possível… Tratemos de nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando em cada um, o melhor deles. Recordemos sempre que em algum ponto do trajecto, eles poderão hesitar ou vacilar e, provavelmente, vamos precisar de os entender… Como nós também vacilamos muitas vezes, sempre haverá alguém que nos compreenda. No fim, o grande mistério é que nunca saberemos em que estação vamos sair, nem, muito menos, onde sairão os nossos companheiros, nem sequer, aquele que está sentado ao nosso lado.Fico a pensar se, quando sair do comboio, sentirei nostalgia... Acredito que sim. Separar-me de alguns amigos com quem fiz a viagem, será doloroso. Deixar que os meus filhos sigam sozinhos, será muito triste. Mas agarro-me à esperança que, em algum momento, chegarei à estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram. O que me fará feliz, será pensar que colaborei para que a sua bagagem crescesse e se tornasse valiosa.
Meu amigo, façamos com que a nossa estadia neste comboio seja tranquila e que tenha valido a pena. Esforcemo-nos para que, quando chegue o momento de desembarcar, o nosso lugar vazio deixe saudades e umas lindas recordações para todos os que continuam a viagem. Para ti, que és parte do meu comboio, desejo-te uma... VIAGEM FELIZ..."

22 de março de 2007

Dia Mundial da Água

Declaração Universal dos Direitos da Água


1 - A Água faz parte do património do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos.

2 - A Água é a seiva do nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são, a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.

3 - Os recursos naturais de transformação da Água em Água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimónia.

4 - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da Água e dos seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e a funcinar normalmente para garantir a continuidade da Vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

5 - A Água não é somente herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. A sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do Homem para com as gerações presentes e futuras.

6 - A Água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor económico: é preciso saber-se que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do Mundo.

7 - A Água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, a sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas actualmente disponíveis.

8 - A utilização da Água implica respeito à Lei. A sua protecção constitui uma obrigação jurídica para todo Homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo Homem nem pelo Estado.

9 - A gestão da Água impõe um equilíbrio entre os imperativos da sua proteção e as necessidades de ordem económica, sanitária e social.

10 - O planeamento da gestão da Água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

Documento redigido a 22 de Março de 1992 pela ONU

Dia Internacional da Luta contra o Racismo

Lágrima de Preta
Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima para a analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
António Gedeão

21 de março de 2007

Dia Mundial da Árvore





O que andamos a fazer ao NOSSO mundo?!

DIA MUNDIAL DA POESIA

Nevoeiro



Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser,
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer.

Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogofátuo encerra.
Ninguém sabe o que quer.
Ninguém conhece que alma tem,

Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.

Ó Portugal, hoje és nevoeiro...
É a Hora!



In Mensagem, Fernando Pessoa

20 de março de 2007

O não de Luís Marques Mendes...

Só hoje me deparei com esta declaração que valoriza a vida. Não pude resistir a colocá-la aqui.. Embora os portugueses já tenham tomado a sua decisão, acho que será sempre um tema para reflexão e que convém termos uma opinião formada, porque se mais tarde nos depararmos com uma gravidez indesejada devemos saber quais os valores que pretendemos valorizar na nossa vida e na nossa sociedade. Quais os valores que queremos transmitir àqueles que herdarão o nosso mundo e de que forma isso se pode traduzir através de um simples sim ou não?!



«É este o momento adequado para fundamentar a minha posição pessoal sobre a questão que vai ser submetida a referendo no próximo dia 11 de Fevereiro. Mantenho a posição que assumi em 1998: o aborto provocado é, fora dos casos previstos na lei actual, um acto arbitrário e injustificado que destrói um ser humano. É hoje inquestionável que o feto é membro da espécie humana, sendo um ser humano único, irrepetível e diferente de todos os outros. Como tal, merece respeito e protecção. É certo que se pode verificar um conflito de interesses entre o seu direito à vida e o direito da mulher à sua autonomia, princípio que também merece o meu apoio. De facto, não se pode contestar o direito da mulher a só conceber um filho se e quando o desejar, usando da sua plena liberdade e utilizando os métodos anticoncepcionais que entender. Só que esta escolha tem de ser feita, responsavelmente, antes da concepção livre de um novo ser. Se a concepção não for livre mas resultar, por exemplo, de violação, a lei já hoje admite, e bem, a realização de um aborto. Mas, fora das situações que a lei já consagra, o direito da mulher à sua liberdade de escolha termina quando começa o direito à vida de um novo ser humano. A liberdade exige responsabilidade. Neste caso, a responsabilidade de respeitar um princípio fundamental, consagrado na nossa Constituição: “A vida humana é inviolável.” (artigo 24.º) A legalização do aborto destrói um outro princípio fundamental da ética: os fins não justificam os meios. Ainda que a finalidade visada fosse resolver um problema e fosse porventura aceitável, meios intrinsecamente maus, sobretudo os que implicam a destruição de vidas humanas, não podem ser utilizados. Na verdade, a vida humana individual não pode ser considerada nunca um meio ou instrumento. É sempre um fim em si mesma. É um valor superior a todos os outros, anterior e superior à própria lei e ao próprio Estado. A liberdade é certamente um valor muito importante, mas tem um limite absoluto que é o respeito pela vida dos outros seres humanos. Não ignoro, é certo, o problema social que é o aborto clandestino. Conheço-o e sou muito sensível a esse drama. Penso, todavia, que esse mal, que já foi reduzido em relação ao passado, se deve combater, como todos os males sociais e económicos, com medidas enérgicas, sociais, educativas e económicas. Será o caso da protecção da natalidade e da família, do planeamento familiar, da educação sexual dos jovens ou do incentivo à adopção de crianças não desejadas. Sei bem que este é um discurso recorrente e que, apesar disso, muito há ainda a fazer. E não desconheço que, nesta matéria, todos os Governos têm prometido muito e realizado pouco. Mas, fora esta responsabilidade que todos devemos partilhar, a questão central é esta: numa correcta hierarquia de valores a escolha só pode ser defender a vida, não destrui-la. E não se diga que esta é uma tarefa difícil.Também é difícil combater a corrupção, mas combatêmo-la. Não a legalizamos.Também é difícil combater o tráfico de droga, mas combatêmo-lo. Não o legalizamos. O mal combate-se. Não se legaliza. Por maioria de razão, quando o bem a defender é uma vida humana.

Apesar de não haver em Portugal qualquer mulher presa pela prática de aborto, o argumento da prisão é reiteradamente esgrimido. Também aqui quero ser claro. Não concordo com aqueles que parecem querer confinar a legitimidade do Direito à sua eficácia absoluta, nem reduzo o Direito Penal à sua função repressiva. Ele tem uma função preventiva, dissuasora e, sobretudo, delimita fronteiras entre o que é ou não é lícito. Esta fronteira é essencial. Sem ela, corremos o risco de construir uma sociedade sem regras e sem valores. Coisa diferente é saber se, nestes casos, a pena de prisão é correcta. Não fujo, também, a esta questão e repito o que já antes afirmei: não sou favorável à pena de prisão para a mulher que decide abortar, seja antes ou depois das 10 semanas de gravidez. O que acho absolutamente incongruente na questão que está em referendo é que, até às 10 semanas, se afaste qualquer forma de penalização e que, às 10 semanas e um dia, se aplique a pena de prisão. Para mim, a liberalização do aborto pode ter consequências graves. Promovendo-a, ela torna-se, como sublinhou um deputado do PS no debate de 1997, “um mecanismo de desresponsabilização social”. Consagrando-a, ela traduzirá um sinal de facilidade, não uma ideia de responsabilidade. Aprovando-a, estaremos a inverter as prioridades. Temos de nos preocupar em incentivar a natalidade, para combater o envelhecimento da população. Ao contrário, estamos a promover o aborto, instrumento de destruição de uma nova vida. Em vez de ser um sinal de modernidade, como alguns dizem, ela pode ser um retrocesso cultural.Uma sociedade moderna e responsável constrói-se com referências, valores e prioridades. É esta a minha convicção. Por isso, votarei ‘não’ no referendo.»


Luís Marques Mendes


Deixe aqui a sua opinião acerca deste tema bastante mais complexo do que uma simples decisão valorativa...

18 de março de 2007

Uma vida... uma busca... caminhos a decidir!!!


«No mais profundo da condição humana repousa a espera de uma presença, o silencioso desejo de uma comunhão. Não esqueçamos nunca que este simples desejo de Deus é já o começo da fé.»

17 de março de 2007

13 de março de 2007

Algumas citações





Florbela Espanca

Quem disser que pode amar alguém pela vida inteira é porque mente.


Luis de Camões

Amor é fogo que arde sem se ver. É ferida que dói e não se sente.


Camilo Castelo Branco

O amor é uma luz que não deixa escurecer a vida.


Balzac

O amor é a união duma necessidade e dum sentimento.


Goethe

Quem não considera os defeitos do ser amado como virtude, não ama.


Guimarães Rosa

É preciso sofrer depois de ter sofrido, e amar, e mais amar, depois de ter amado.


Oscar Wilde

A única diferença entre um capricho e uma paixão eterna, é que o capricho dura um pouco mais.


Gottfried Leibnitz

Amar é encontrar na felicidade de outrem a própria felicidade.


Platão

Amor: uma perigosa doença mental.


Vladimir Maiakovski

Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que haja falta de amor.


Aristóteles

O amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição.


Shakespeare

O amor sendo cego, os enamorados não podem ver as loucuras que cometem.


Erma Freesman

O amor é o único jogo no qual dois podem jogar e ambos ganharem.


John Fletcher

O amor pode fazer um cão ladrar em versos.


William Shakespeare

Quando fala o amor, a voz de todos os deuses deixa o céu embriagado de harmonia.


William Shakespeare

Lutar pelo amor é bom, mas alcança-lo sem luta é melhor.


Madre Teresa

Um coração feliz é o resultado inevitável de um coração ardente de amor.


André Mourois

O nosso amor erra à procura de um ser nobre sobre o qual se possa fixar.


Alphonse Karr

O amor é a origem, a causa e o fim de tudo quanto existe de grande, de belo e de nobre.


Castro Alves

Amemos, porque o amor é um santo escudo.


Victor Hugo

O amor puro engrandece as almas; e quem sabe amar, sabe morrer. Não há pérola semelhante ao amor.


Mario Quintana

Amar é mudar a alma de casa.


George Bernard Shaw

O primeiro amor é um pouco de loucura e muita curiosidade.


W. Somerser Maugham

O amor é um sórdido embuste pelo qual a natureza nos leva a continuar a espécie.


E. Rod

No fundo de cada alma há tesouros escondidos que somente o amor permite descobrir.


Joshua Cooke

Como são sábios aqueles que se entregam às loucuras do amor!

12 de março de 2007

"Vai Francisco..."


Não tendo o servo do Altíssimo nenhum outro mestre que o orientasse senão a Cristo, o mesmo Cristo se dignou vir uma vez mais visitá-lo e trazer-lhe a doçura da graça. Certo dia saiu Francisco de casa para fazer a sua meditação no seio da natureza. Aconteceu passar junto à Igreja de S. Damião. Era uma construção tão velhinha, que as paredes já ameaçavam ruína. Movido sem dúvida pelo Espírito, entrou para orar. Prostrado diante da imagem do Crucificado, enquanto orava sentia a alma a encher-se duma indizível consolação. Com os olhos banhados em lágrimas olhou para a cruz do Senhor, e ouviu com toda a clareza uma voz, que vinha do crucifixo, e repetiu três vezes: «Francisco, vai e repara a minha casa, que como vês está toda a cair». Francisco fica ao mesmo tempo a tremer de medo e estarrecido de espanto. Está sozinho na igreja. Ao som daquela voz estranha, sente penetrar-lhe até ao fundo do coração o poder imenso da palavra de Deus. Fica fora de si. Quando mais tarde volta a si, está resolvido a obedecer, a dedicar-se por completo à tarefa de reconstruir essa igreja material. Só mais tarde é que perceberia – e contaria aos irmãos – que a igreja a que aquela voz se referia, era a que Cristo resgatara com o seu sangue, como o Espírito Santo depois lhe revelou.


(Texto lido na Adoração ao Santíssimo Sacramento dia 10-03-2007)


Agradecimentos: FISFA

Balada na Neve


Batem leve, levemente,
Como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
E a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
Mas há pouco, poucochinho,
Nem uma agulha bulia
Na quieta melancolia
Dos pinheiros do caminho...

Quem bate, assim, levemente
Com tão estranha leveza,
Que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
Nem é vento concerteza.

Fui ver. A neve caía
Do azul cinzento do céu,
Branca e leve, branca e fria...
-Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho,
Passa gente e, quando passa,
Os passos imprime e traça,
Na brancura do caminho...

Fico olhando esses sinais,
Da pobre gente que avança,
E noto, por entre os mais,
Os traços miniaturais
Duns pezitos de criança...

E descalcinhos, doridos...
A neve deixa inda vê-los
Primeiro, bem definidos,
Depois, em sulcos compridos,
Porque não podia erguê-los!...

Que quem já é pecador,
Sofra tormentos, emfim!
Mas as crianças, Senhor,
Porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...

E uma infinita tristeza,
Uma funda turbação
Entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
-e cai no meu coração.


Augusto Gil


PAZ E BEM

10 de março de 2007

ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

PAZ E BEM
É hoje a Adoração ao Santíssimo Sacramento com a presença da réplica do Crucifixo de S. Damião. Grande símbolo da Espiritualidade Franciscana. Quem quiser passar conosco a Hora Santa apareça na Sé de Beja, pelas 21h.


UM FORTE ABRAÇO A TODOS E VOTOS DE PAZ E BEM

9 de março de 2007

Petição online

Está a ser realizada uma petição online para acabar com os sites de pornografia infantil. Acenda uma vela por aqueles que não têm voz:

http://www.lightamillioncandles.com

6 de março de 2007


Os pobres que buscamos podem morar perto ou longe de nós. Podem ser material ou espiritualmente pobres. Podem estas famintos de pão ou de amizade. Podem precisar de roupas ou do senso de riqueza que o amor de Deus representa para eles. Podem precisar do abrigo de uma casa feita de tijolos e cimento ou da confiança de possuírem um lugar em nossos corações.



Madre Teresa de Calcutá

5 de março de 2007

Por outros mundos...


Word Press Photo 06
Quantas vezes pedimos mais do que merecemos?

3 de março de 2007

Carta de DEUS




Esta carta vem do próprio Coração de Deus. Ela é para cada um de nós em particular. Deus que falar ao coração de cada. Se estas palavras te tocarem, tu nunca mais serás o mesmo.
PAZ E BEM

Ame muito... porque amar faz bem!!!




Gostei muito do poema...
O que é para si o Amor? Como se manifesta?
Serão todas as nossas acções movidas pelo Amor, como o poema afirma?! Ou seja, será o Amor aquilo que nos impele à vida?

Manifeste-se... Dê-nos a sua opinião!!! ;)

1 de março de 2007

Ai de mim se não Evangelizar



Esta música é linda:

Refrão:
Ai de mim, se não Evangelizar.
Ai de mim, se não Te partilho.
Ai de mim, se Te quiser guardar.

Grande és Tu que me habitas.
Forte és Tu que me dominas.
Belo és Tu que me seduzes.
AMOR és TU e TEU eu sou.

Refrão:
Ai de mim, se não Evangelizar.
Ai de mim, se não Te partilho.
Ai de mim, se Te quiser guardar.


Grande és Tu que me habitas.
Forte és Tu que me dominas.
Belo és Tu que me seduzes.
AMOR és TU e TEU eu sou.


Ai de mim, se eu não disser (Bis)
Ai de mim... Se a toda a gente o não disser.

Sejam felizes
PAZ E BEM
 

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