3 de dezembro de 2006

Adoração ao Santíssimo Sacramento


No próximo Sábado, dia 9 de Dezembro vai realizar-se na Sé de Beja a já habitual Adoração ao Santíssimo Sacramento pelas 21h, organizada pelos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis, Jovens Shemá' e Companheiros do Santíssimo Sacramento.
Não faltem
Jesus Ontém, Hoje e Sempre

O ADVENTO


A grande mensagem do Advento
é que Deus, em Cristo,
vem renovar as nossas forças
e capacitar-nos a viver de
cabeça erguida,
seguindo o seu chamado.
A nossa tarefa não é solucionar
todos os problemas do mundo,
mas amar profunda e verdadeiramente
a todas as pessoas e, junto com elas,
fazer o que estiver ao nosso alcance
para avançar na construção do
Reino de Deus.
É uma tarefa coletiva,
do mutirão de Deus.
Então o Advento é um chamamento
para darmos as mãos, unirmo-nos,
e assim seremos mais fortes
no anuncio do Evangelho,
até que todos Creiam no
Advento de Cristo.
Advento é tempo de espera,
de esperança.
Na esperança já fomos salvos
(Rom.8.24).
Esperança que não é atitude passiva,
nem a expectativa por grandes
festas barulhentas ou sociais.
Advento é mesmo a chegada.
A esperança de alguém
muito especial para nós.
Um momento solene.
É o INFINITO, dentro do finito,
o INFINITO dentro do passado,
do presente e do futuro.
A Igreja celebra o início do Ano Litúrgico e com ele o início do Advento e a preparação para o Natal celebrado no dia 25 de Dezembro.
Jesus veio ao mundo há cerca de 2000 anos, para no salvar. Ele hoje continua a vir para nos salvar. Como tal, preparemo-nos para a Sua visita.
Jesus Cristo ontém, hoje e sempre.

1 de dezembro de 2006

Faz falta o silêncio!


"E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar."

in Vai Aonde Te Leva o Coração, de Susana Tamaro

27 de novembro de 2006

Pinta o teu mundo e não deixes que ele perca a cor!

Quando olhamos para um iceberg, só conseguimos ver uma pequena porção, mas sabemos que a maior parte do seu volume permanece submersa.
Da mesma forma, quando entramos em contacto com as pessoas, experimentamos apenas somente uma face da sua personalidade, a totalidade permanece invisível.
Percepção é a capacidade de ver o que está além da forma, entender o sentimento que acompanha as palavras, captar a linguagem silenciosa do olhar.

Fernando Luís
Procura...
Procura compreender para além daquilo que sentes.
Procura compreender sempre o que te rodeia.
Porque é quando o céu está cinzento,
que te aconchegas na tua solidão.
No silêncio aconchegante do cobertor manso.
E é debaixo do sol caloroso,
que explodes em vida.
E que a vida explode em ti!
Sem esta dicotomia de que te vais construindo,
não saberias apreciar nenhum dos momentos.
Procura compreender a vida.
Mesmo quando sentes o cruel nada
furar a redoma que soubeste construir em ti.
Compreende-te a ti e ao outro... sempre.
Mesmo quando alguém te magoa ou te desilude.
Pois, se alguém te desiludiu, é porque te deixaste iludir.
Dá graças por esses momentos de ilusão.
Eles verificam a tua capacidade de sonhar,
Tenta... Apenas compreender!
E quando houver várias explicações plausíveis,
opta por aquela que te deixar o mundo colorido.
Porque aí reside a tua essência divina.
Em saber sonhar... antes e depois do momento
que te atira ao chão.
Aquele que por tanto lutaste para
que não te atingisse.
É por isso que sorris constantemente,
para não te deixares cair na redoma dilacerante da tristeza.
É por isso que tens que aprender a compreender.
Não explicar semanticamente... apenas sentir.
Sentir o mundo que freme à tua volta.
Constrói o teu mundo!
Tens o poder de o pintar nos tons que queres.
Faz da vida uma canção, composta por notas diferentes
que são a tua melodia. Tu és o compositor!
Vive, sente, edifica o teu sentimento.
Tenta perceber... que és composto pela incerteza.
E que nada à tua volta te confere ou retira a força de viver.
Tu és essa força, que um dia descobriste em ti.
Esse sopro de vida foi-te concedido por um qualquer
ente superior, a quem resolveram chamar Deus.
27.11.2006

26 de novembro de 2006

Por que Jesus Cristo é Rei?


Desde a antigüidade se chamou Rei a Jesus Cristo, em sentido metafórico, em razão ao supremo grau de excelência que possui e que lhe eleva entre todas as coisas criadas. Assim, diz-se que:
Reina nas inteligências dos homens porque Ele é a Verdade e porque os homens precisam beber Ele receber obedientemente a verdade;
Reina nas vontades dos homens, não só porque nEle a vontade humana está inteira e perfeitamente submetida à santa vontade divina, mas também porque com suas moções e inspirações influi em nossa livre vontade e a acende em nobres propósitos;
Reina nos corações dos homens porque, com sua elevada caridade e com sua mansidão e benignidade, faz-se amar pelas almas de maneira que jamais ninguém —entre todos os nascidos— foi nem será nunca tão amado como Cristo Jesus.
Entretanto, aprofundando no tema, é evidente que também em sentido próprio e estrito pertence a Jesus Cristo como homem o título e a potestade de Rei, já que do Pai recebeu a potestade, a honra e o reino; além disso, sendo Verbo de Deus, cuja substância é idêntica a do Pai, não pode ter pouco comum com ele o que é próprio da divindade e, portanto, possuir também como o Pai o mesmo império supremo e muito absoluto sobre todas as criaturas.
Agora bem, que Cristo é Rei o confirmam muitas passagens das Sagradas Escrituras e do Novo Testamento. Esta doutrina foi seguida pela Igreja –reino de Cristo sobre a terra- com o propósito celebrar e glorificar durante o ciclo anual da liturgia, a seu autor e fundador como a soberano Senhor e Rei dos reis.
No Antigo Testamento, por exemplo, adjudicam o título de rei a aquele que deverá nascer da estirpe do Jacó; que pelo Pai foi constituído Rei sobre o monte santo de Sião e receberá as pessoas em herança e em posse os limites da terra.
Além disso, prediz-se que seu reino não terá limites e estará enriquecido com os dons da justiça e da paz: "Florescerá em seus dias a justiça e a abundância de paz... E dominará de um mar a outro, e do um até o outro extremo do círculo da terra".
Por último, aquelas palavras de Zacarias onde prediz o "Rei manso que, subindo sobre uma burra e seu filhote", tinha que entrar em Jerusalém, como Justo e como Salvador, entre as aclamações das turfas, acaso não as viram realizadas e comprovadas os santos evangelistas?
No Novo Testamento, esta mesma doutrina sobre Cristo Rei se acha presente do momento da Anunciação do arcanjo Gabriel à Virgem, pelo qual ela foi advertida que daria a luz um menino a quem Deus tinha que dar o trono de Davi, e que reinaria eternamente na casa de Jacó, sem que seu reino tivesse fim jamais.
O próprio Cristo, logo, dará testemunho de sua realeza, pois ora em seu último discurso ao povo, ao falar do prêmio e das penas reservadas perpetuamente aos justos e aos maus; ora ao responder ao governador romano que publicamente lhe perguntava se era Rei; ora, finalmente, depois de sua ressurreição, ao encomendar aos apóstolos o encargo de ensinar e batizar a todas as pessoas, sempre e em toda ocasião oportuna se atribuiu o título de Rei e publicamente confirmou que é Rei, e solenemente declarou que lhe foi dado todo poder no céu e na terra.
Mas, além disso, que coisa haverá para nós mais doce e suave que o pensamento de que Cristo impera sobre nós, não só por direito de natureza, mas também por direito de conquista, adquirido a custo da redenção? Tomara que todos os homens, bastante esquecidos, recordassem quanto custamos ao nosso Salvador, já que com seu precioso sangue, como Cordeiro Imaculado e sem mancha, fomos redimidos do pecado. Não somos, pois, já nossos, posto que Cristo nos comprou por grande preço; até nossos próprios corpos são membros de Jesus Cristo. Tenham um Santo Dia.

A Festa do CRISTO REI


Com o objetivo de que os fiéis vivam estes inapreciáveis proveitos, era necessário que se propague o maximo possível o conhecimento da dignidade do Salvador, para o qual se instituiu a festividade própria e peculiar de Cristo Rei.
Desde o final do século XIX, a Igreja realizava os preparativos necessários para a instituição da festa, a qual foi finalmente designada para o último domingo do Ano Litúrgico, antes de começar o Advento.
Se Cristo Rei era honrado por todos os católicos do mundo, preveria as necessidades dos tempos presente, pondo remédio eficaz aos males que friccionam a sociedade humana, tais como a negação do Reino de Cristo; a negação do direito da Igreja baseado no direito do próprio Cristo; a impossibilidade de ensinar ao gênero humano, quer dizer, de dar leis e de dirigir os povos para conduzi-los à eterna felicidade.
Em um mundo onde prima a cultura da morte e a emergência de uma sociedade hedonista, a festividade anual de Cristo Rei anima uma doce esperança nos corações humanos, já que impulsiona à sociedade a voltar-se para Salvador. Preparar e acelerar esta volta com a ação e com a obra seria certamente dever dos católicos; mas muitos deles parecem que não têm na chamada convivência social nem o posto nem a autoridade que é indigna lhes faltem aos que levam diante de si a tocha da verdade.
Estas desvantagens possivelmente procedam da apatia e timidez dos bons, que se abstêm de lutar ou resistem fracamente; com o qual é força que os adversários da Igreja cobram maior temeridade e audácia. Mas se os fiéis todos compreendem que devem lutar com infatigável esforço sob a bandeira de Cristo Rei, então, inflamando-se no fogo do apostolado, se dedicarão a levar a Deus de novo os rebeldes e ignorantes, e trabalharão corajosos por manter incólumes os direitos do Senhor.


Espero que tenham todos um Santo Dia, e que JESUS reine cada vez mais no nosso coração e neste mundo onde cada vez mais, o rei é o dinheiro, o poder e a soberba.
"Amarás o Senhor teu Deus, e só a Ele prestarás culto" disse Jesus. Ele é o único Rei e Senhor.

24 de novembro de 2006

Simplificando o Amor...

Amar é "Viver"!

Falar do Amor é falar da dimensão do ser humano. Do modo como este pensa, actua, sente, identifica, projecta e vive. Falar de Amor é falar da própria Vida. Trata-se de uma temática cuja transversalidade de abordagens e idiossincrasias de perspectivas e atitudes justifica a sua dissecação em parâmetros que permita uma análise mais simplificada, mas não simplista.
Comecemos pelo par de opostos! O Amor é por natureza heróico, destemido e vivaz, entre outras, a realidade perfeita por oposição ao medo e isso verifica-se no desenvolvimento da mente e da moral humanas. O medo acorrenta-nos na escravidão das vistas curtas. Por vezes, cegas! Limita a entrega, a descentração e a acção. É causa e consequência da ignorância. Pelo medo matamos, discriminamos e involuimos; e a nossa história é disso prova. É, portanto, de fácil compreensão que o medo está nas antípodas do Amor e que sai totalmente da esfera da evolução. O Amor é, pelo contrário ao medo, fonte de segurança, de conhecimento, de respeito, de entrega, de paixão, de aventura, … e a lista não teria fim!
O Amor implica Liberdade! Penso que a aprendizagem deste parâmetro é das mais bonitas da Escola da Vida. Liberdade implica individualidade na interdependência. Isto é, requer a exigência de sermos, com respeito, maturidade e consciência, nós próprios no partilhar a vida com o outro, pelo que a assertividade é sine qua non desta variável.
A Liberdade é também o maior preditor da validade do Amor. A Liberdade é um pleno exercício da competência da descentração. Do colocar-se no lugar do outro e, com autenticidade, estudar o seu comportamento, a sua dedicação e a congruência, ou a ausência desta, entre o que diz sentir e o modo como o demonstra. Amar é isso mesmo – deixar livre o outro!
O constante dar sem a cobrança, o entregar-se sem as contrapartidas, o relacionar-se sem aprisionar. A Liberdade é um dos parâmetros mais importantes do Amor, porque na maioria das relações, sejam elas de amor erótico, fraternal ou patronal, aquele que mais vezes é violado! Dar Liberdade é essencial para garantir a nossa própria liberdade e, em última instância, a nossa identidade.
A comunicação é também uma das variáveis do Amor. O saber comunicar implica, não só saber expressar-se, mas também fazê-lo com respeito por nós e pelo outro, tanto nas palavras como na atitude e na integridade dos argumentos. Aprender a ouvir com a mesma disposição que reivindicamos, sobretudo aprender a sentir o outro, entre as suas palavras intermitentes. O saber comunicar é um acto de sapiência, de carácter e de valor.
A confiança é mais uma das pedras angulares essenciais para a sedimentação e constante renovação do amor. Se amamos, só é aceitável que se confie no outro. A meu ver, é uma condição cuja discussão não faz sentido.
Amar é uma constelação de muitos parâmetros, que de idílicos nada têm. Requerem apenas sinceridade nos actos e determinação no sentimento. Não existem receitas mágicas para amar melhor, amar é amar! É algo que tanto transcende o Homem como lhe é inerente. O amor tem ainda uma conotação pessoal, que deve evoluir, composta de intenções e valores. A disposição para os tornar realidade é que poderá variar em função da veracidade daquilo que dizemos sentir.
O amor, em termos comportamentais, é a base daquilo que somos hoje, como colectividade e como indivíduo. O Amor não tem barreiras, sejam elas culturais, religiosas, sexuais, institucionais e/ou sociais.
Amar é essencial e é a essência da vida.
28/10/06

22 de novembro de 2006

Vinde ver a minha casa

VINDE VER A MINHA CASA
VINDE VER ONDE MORO (Bis)

Pescadores do mar da Galileia
Publicanos das mesas dee cobrança
Todos foram convidados:
"Vem e segue-Me" Aquele que te fala.

VINDE VER A MINHA CASA
VINDE VER ONDE MORO (Bis)

A semente nem toda se perdeu
Parte dela caiu em boa terra
Germinou, cresceu, deu frutos
E a esperança sorriu de novo aos homens.

VINDE VER A MINHA CASA
VINDE VER ONDE MORO (Bis)

Carne sangue, linguagem muito dura
A multidão começou a debandar
E vós também vos quereis ir?
Onde iremos se só Tu nos sacias.

VINDE VER A MINHA CASA
VINDE VER ONDE MORO (Bis)

Fome, guerra, angústia e sofrimento
Neste mundo onde impera a opressão
Há um reino a construir
Ouve, amigo, a decisão é tua.

VINDE VER A MINHA CASA
VINDE VER ONDE MORO (Bis)

Cântico de Entrada na Adoração ao Santíssimo Sacramento na Peregrinação Franciscana ao Santuário de Fátima (dia 7 de Outubro de 2006)

21 de novembro de 2006

Aos visitantes do "Jesus de Nazaré"Blog

Olá. Como podem ver foi colocado um contador de visitantes do Blog. Fiquei muito feliz ao verificar que em apenas duas horas hove 40 visitas, o que significa que o trafego é elevado. Por outro lado fiquei um bocado triste ao verificar que muita gente visita e pouca gente comenta, o que me leva a pensar que poderão não estar a gostar do nosso trabalho. Por favor comentem e deixem as vossas críticas/sugestões ao nosso blog. Ajudem por favor.
Um forte abraço e que JESUS de NAZARÉ vos porteja.

Aprender a Rezar!

Eis o que conta de si mesmo um mestre oriental:
Na juventude eu era um revolucionário e rezava assim:
-Dai-me energia, ó Deus, para mudar o mundo!
Mas notei, ao chegar à meia-idade, que metade da vida já passara sem que eu tivesse mudado homem algum. Então mudei a minha oração, dizendo a Deus:
-Dai-me a graça, Senhor, de transformar os que vivem comigo. Com isto eu já fico satisfeito.
Agora que sou velho e tenho os dias contados, percebo bem quanto fui tolo rezando assim.
A minha oração agora é apenas esta:
-Dai-me a graça, Senhor, de me mudar a mim mesmo.
Se eu tivesse rezado assim desde o princípio, não teria esbanjado a minha vida.

20 de novembro de 2006

Conheço um Coração

Conheço um Coração tão manso,
Humlide e sereno, Que louva o Pai por revelar
Seu nome aos pequenos,
Que tem o dom de amar
E sabe perdoar
E deu a Vida para nos salvar
JESUS, MANDA O TEU ESPÍRITO
PARA TRANSFORMAR O MEU CORAÇÃO (2X)
Ás vezes no meu peito
Bate um coração de pedra,
Magoado, frio, sem vida,
Aqui dentro ele me aperta.
Não quer saber de amar,
Nem sabe perdoar.
Quer tudo e não sabe partilhar.
JESUS, MANDA O TEU ESPÍRITO
PARA TRANSFORMAR MEU CORAÇÃO (2X)
Lava, purifica, e restaura-me de novo
Serás o nosso Deus e nós seremos o Teu povo
Derrama sobre nós a água do amor
O Espírito de Deus Nosso Senhor
JESUS, MANDA O TEU ESPÍRITO
PARA TRANSFORMAR O MEU CORAÇÃO (2X)
Música cantada na Adoração ao Santíssimo Sacramento na Peregrinação Franciscana em Fátima no dia 7 de Outubro de 2006 (23h)

19 de novembro de 2006

Aprender a Amar: tão simples.. mas tão difícil!

Se posso dizer a outrem, "Amo-te", devo ser capaz de dizer: "Amo-te em todos, através de ti amo o mundo, amo-me a mim mesmo em ti"

Erich Fromm in A Arte de Amar

Será por isto que dizemos tão poucas vezes que amamos alguém? Porque não conseguimos ver no outro aquilo que não vemos em nós próprios? Ou será por não encontrarmos pontos de simbiose com o outro? Por que será que, no caso do amor erótico, há quem espere e desespere pela pessoa adequada para dizer algo que é tão comummente banalizado? Será por não querer banalizar um sentimento tão sublime, ou pelo simples medo de transcender aquilo que realmente sentimos? Será por não querermos "enganar" o outro(a) ou porque temos medo de chegar ao fim dos dias tendo amado muitos(as), mas não tendo amado nenhum(a)?

Somos frequentemente fonte e destino de ideias como "É fácil beijar, difícil é sentir." ou "Há palavras que se dizem no silêncio de um olhar." ou ainda aquelas frases feitas que se aplicam a todas as áreas da vida: "Se não tentares, não saberás." ... Por quais destas ideias nos deixamos dominar? E porquê? E será que não resguardamos os nossos medos por trás de teorias falíveis que tentamos aceitar?


...................................................... Dava uma boa dissertação!..........................................................

À venda em qualquer livraria que se preze!


"...O amor é um cuidado activo pela vida e pelo crescimento daquilo que amamos (...) O cuidado e a preocupação apontam para outro aspecto do amor: o da responsabilidade (...) No amor entre dois adultos, a responsabilidade diz respeito sobretudo às necessidades psicológicas da outra pessoa (...) Amar alguém não é só um sentimento forte, é uma decisão, é uma sentença, é uma promessa. Se o amor fosse apenas um sentimento, não haveria fundamento para a promessa de se amar para sempre. Um sentimento surge e pode subitamente desaparecer..."
Erich Fromm, in A Teoria do Amor

17 de novembro de 2006

Hoje tô feliz!!!



Embora não hajam grandes motivos para isso!

15 de novembro de 2006

A Prece do Silêncio

PAI,
Que hoje eu possa saber fazer silêncio!
Que os mauspensamentos se calem
e que os meus ouvidos sejam surdos
para más palavra se maledicências.
Que os meus olhos possam apenas
ver o BEM em todas as coisas por
pior que elas pareçam.
Que o meu ego se emudeça e se afaste
dos julgamentos e condenações.
Que a minha alma se expanda e
tenha compaixão por todos os seres vivos.
Que em meu silêncio eu veja que há tempo
para fazer preces pelos que já foram.
Que eu consiga perceber cada recado Teu
através das Tuas criações.
Que eu compreenda que a Tua voz é a
única que me sopra a Verdade
nas 24 horas dos meus dias.
Que eu ouça em cada minúsculo ser
a grandeza da Tua obra.
Que eu perceba nessa Grandeza
o quanto és desprovido
de orgulho.
PAI,
que hoje eu possa saber fazer silêncio.
Que eu saiba calar na hora exacta,
e nessa hora lembrar-me de observar
que na música da Vida só prevalece a
Tua arte...
... e que no meio dequalquer som
Tu soarás sempre mais alto
e jamais hás-de calar-Te

(Silvia Schmidt)

Embriaga-te em Deus!


Embriaga-te!
Deves andar sempre bêbado.
É a única solução.
Para não desapareceres
sob o tremendo fardo do tempo que te pesa sobre os ombros
e te verga ao encontro da terra,deves embriagar-te sem cessar.
Com vinho, com poesia, ou com DEUS!
Escolhe tu, mas embriaga-te…
E se, alguma vez,nos degraus de uma escada,
sobre as ervas verdes de um campo,
na solidão morna do teu quarto,
tu acordares com a embriaguez atenuada
e te sentires quase tão sóbrio como todos os sóbrios,
então, pergunta ao vento, à onda, à estrela, à ave,
pergunta a tudo o que passou,a tudo o que murmura,
a tudo o que gira, a tudo o que canta, a tudo o que fala;
pergunta-lhe que horas são…
E se escutares com atenção,
se encostares o ouvido ao lado de dentro de tudo o que faz barulho,
tudo te responderá:
- “São horas de te embriagares.
Para não seres como os escravos martirizados
do tempo e das existências sem sentido,
embriaga-te sem descanso.
Com vinho, com poesia, ou com DEUS!
Escolhe tu, mas embriaga-te…"
Baudelaire (adaptado)

11 de novembro de 2006

Dia de S.Martinho

Num dia tempestuoso ia São Martinho, valoroso soldado, montado no seu cavalo, quando viu um mendigo quase nu, tremendo de frio, que lhe estendia a mão suplicante e gelada. S. Martinho não hesitou: parou o cavalo, poisou a sua mão carinhosamente na do pobre e, em seguida, com a espada cortou ao meio a sua capa de militar, dando metade ao mendigo. E, apesar de mal agasalhado e de chover torrencialmente, preparava-se para continuar o seu caminho, cheio de felicidade. Mas, subitamente, a tempestade desfez-se, o céu ficou límpido e um sol deslumbrante inundou a terra de luz e calor. Diz-se que Deus, para que não se apagasse da memória dos homens o acto de bondade praticado pelo Santo, todos os anos, nessa mesma época, cessa por alguns dias o tempo frio e o céu e a terra sorriem com a benção dum sol quente e miraculoso.

E é verdade, depois de uma semana horrorosa teve sol! E houve amigos!!! E houve amizades a formarem-se e outras a reforçarem-se... E depois de uma semana sentada a ouvir professores chatos, houve exercício físico! E houve ataques de parvoíce! Chegamos a tempo de comer duas castanhas! E houve a vontade de repetir... ;D E há amigos, pessoas que nos fazem sentir que a vida vale a pena ;)) E que há muito mais para viver.. de preferência convosco!

Para mais informações acerca de S. Martinho, visitem: http://www.leme.pt/biografias/m/martinho.html

9 de novembro de 2006

Há pequenos nadas.. que se tornam tudo! Pense nisto*


"Um agricultor ganhava, ano após ano, o troféu: Milho do Ano. Um repórter descobriu que o fazendeiro compartilhava boa parte das melhores sementes da sua plantação de milho com os seus vizinhos:
- Como pode o senhor compartilhar as suas melhores sementes com os seus vizinhos, quando eles estão a competir directamente com o senhor?
O fazendeiro respondeu:

- O vento apanha o pólen do milho maduro e o leva de campo para campo. Se eu quiser cultivar milho bom, eu tenho que ajudá-los a cultivar o melhor milho, cedendo-lhes as melhores sementes.
Aqueles que escolhem ser felizes devem fazer com que seus vizinhos também sejam felizes. Tudo nesta vida é interligado. Um mundo melhor começa quando distribuimos o que temos de melhor. "


Conto Budista
Pequenos gestos do dia a dia.
Gestos que se enraizam em nós.
Porque é ao dar felicidade, que se recebe.
Dedicar algum tempo àqueles que precisam de nós,
em vez de olharmos para os nossos umbigos...
Talvez, quando voltemos a olhar para o nosso umbigo,
ele se tenha tornado mais belo!
Estar atento às necessidades dos que nos rodeiam...
Áqueles que buscam o nosso ombro e aos que não sabem pedir ajuda..
Aos que fazem parte das nossas vidas e àqueles que se cruzam connosco.
Aos que precisam de nós embora não saibam ou ainda não tenham percebido.
Porque não há ninguém que seja capaz de recusar amor!
Há pequenos nadas, pequenas atitudes que fazem os outros
mais felizes. São, apenas, pequenas sementes.
Crescem.. E podem vir a criar grandes raízes.
Sementes da alma. Geram sentimentos essenciais à vida.

Sementes de felicidade! Porque há pequenos nadas que são tudo!

6 de novembro de 2006

Sempre outro, mas sempre o mesmo!


Tu tens um medo: Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.

E então serás eterno.


Cecília Meireles

1 de novembro de 2006

Dia de Fiéis Defuntos

O dia dos fiéis defuntos, dia dos mortos ou dia de finados é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de Novembro, logo a seguir ao dia de Todos-os-Santos. A Tradição da Igreja sempre exortou a seus fiéis para que possam, neste dia especialmente, estar venerando a memória de seus entes queridos já falecidos. Neste sentido, para a doutrina católica é fundamental a idéia de comunhão que deve haver entre os membros do Corpo Místico de Cristo, isto é, todos os fiéis cristãos acreditam que estão em comunhão com o Cristo ressuscitado e que a vivência desta comunhão expressa a todas as pessoas, a presença viva e atraente de Jesus Cristo. Esta comunhão envolve e abraça a todos os cristãos, vivos e defuntos. Isto porque, Cristo ressuscitado desvenda ao ser humano o seu destino final. A morte não tem a última palavra. Para os cristãos católicos romanos, a fé é uma resposta à ansiedade diante do mistério da morte. Neste dia muitos fiéis costumam visitar os cemitérios para rezar e venerar a memória daqueles que já partiram. O sentimento de saudade é inevitável. Contudo, os cristãos procuram testemunhar uma esperança confiante, apesar do sofrimento gerado pela separação de seus entes queridos. Finalmente, eis a grande esperança celebrada no dia de finados: Que os falecidos já tenham encontrado a vida verdadeira junto de Deus. Enquanto não chega a hora do reencontro, somos capazes de estar em comunhão com os falecidos estando em comunhão com Cristo.

Solenidade do Dia de Todos os Santos

História

O dia de Todos-os-Santos foi instituído com o objetivo de suprir quaisquer faltas dos fiéis em recordar os santos nas celebrações das festas ao longo do ano. Esta tradição de recordar (fazer memória) os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam inicialmente as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se nelas orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas em sua memória nesses mesmos locais.
O desenvolvimento da celebração conjunta de vários mártires, no mesmo dia e lugar, deveu-se ao facto frequente do martírio de grupos inteiros de cristãos e também devido ao intercâmbio e partilha das festividades entre as dioceses/eparquias por onde tinham passado e se tornaram conhecidos. A partir da perseguição de Diocleciano o número de mártires era tão grande que se tornou impossível designar um dia do ano separado para cada um. O primeiro registo (Século IV) de um dia comum para a celebração de todos eles aconteceu em Antioquia, no domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que se mantém nas igrejas orientais.
Com o avançar do tempo, mais homens e mulheres se sucederam como exemplos de santidade e foram com estas honras reconhecidos e divulgados por todo o mundo. Inicialmente apenas mártires (com a inclusão de São João Baptista), depressa se deu grande relevo a cristãos considerados heróicos nas suas virtudes, apesar de não terem sido mortos. O sentido do martírio que os cristãos respeitam alarga-se ao da entrega de toda a vida a Deus e assim a designação "todos os santos" visa celebrar conjuntamente todos os cristãos que se encontram na glória de Deus, tenham ou não sido canonizados (processo regularizado, iniciado no Século V, para o apuramento da heroicidade de vida cristã de alguém aclamado pelo povo e através do qual pode ser chamado universalmente de beato ou santo, e pelo qual se institui um dia e o tipo e lugar para as celebrações, normalmente com referência especial na missa).

Solenidade do Dia de Todos os Santos (parte 2)

Intenção catequética da festividade

Segundo o ensinamento da Igreja, a intenção catequética desta celebração que tem lugar em todo o mundo, ressalta o chamamento de Cristo a cada pessoa para o seguir e ser santo, à imagem de Deus, a imagem em que foi originalmente criada e para a qual deve continuar a caminhar em amor. Isto não só faz ver que existem santos vivos (não apenas os do passado) e que cada pessoa o pode ser, mas sobretudo faz entender que são inúmeros os potenciais santos que não são conhecidos, mas que da mesma forma que os canonizados igualmente vêem Deus face a face, têm plena felicidade e intercedem por nós. O Papa João Paulo II foi um grande impulsionador da "vocação universal à santidade", tema renovado com grande ênfase no Segundo Concílio do Vaticano.
Nesta celebração, o povo católico é conduzido à contemplação do que, por exemplo, dizia o Cardeal John Henry Newman (Venerável ainda não canonizado): não somos simplesmente pessoas imperfeitas em necessidade de melhoramentos, mas sim rebeldes pecadores que devem render-se, aceitando a vida com Deus, e realizar isso é a santidade aos olhos de Deus.

Solenidade do Dia de Todos os Santos (parte 3)

Citações do Catecismo da Igreja Católica

957. A comunhão com os santos. «Não é só por causa do seu exemplo que veneramos a memória dos bem-aventurados, mas ainda mais para que a união de toda a Igreja no Espírito aumente com o exercício da caridade fraterna. Pois, assim como a comunhão cristã entre os cristãos ainda peregrinos nos aproxima mais de Cristo, assim também a comunhão com os santos nos une a Cristo, de quem procedem, como de fonte e Cabeça, toda a graça e a própria vida do Povo de Deus».

«A Cristo, nós O adoramos, porque Ele é o Filho de Deus;
quanto aos mártires, nós os amamos como a discípulos e imitadores do Senhor;
e isso é justo, por causa da sua devoção incomparável para com o seu Rei e Mestre.
Assim nós possamos também ser seus companheiros e condiscípulos!».

Martyrum sancti Polycarpi 17, 3: SC 10bis, 232 (FUNK 1, 336).

1173. Quando a Igreja, no ciclo anual, faz memória dos mártires e dos outros santos, «proclama o mistério pascal» realizado naqueles homens e mulheres que «sofreram com Cristo e com Ele foram glorificados, propõe aos fiéis os seus exemplos, que a todos atraem ao Pai por Cristo, e implora, pelos seus méritos, os benefícios de Deus».
2013. «Os cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade». Todos são chamados à santidade: «Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito» (Mt 5, 48):
«Para alcançar esta perfeição, empreguem os fiéis as forças recebidas segundo a medida em que Cristo as dá, a fim de que [...] obedecendo em tudo à vontade do Pai, se consagrem com toda a alma à glória do Senhor e ao serviço do próximo. Assim crescerá em frutos abundantes a santidade do povo de Deus, como patentemente se manifesta na história da Igreja, com a vida de tantos santos»

Dia de Todos os Santos

1° de novembro

Ao comemorar a memória de todos os santos, a Igreja hoje diz: “Alegremo-nos no Senhor ao celebrar esta festa em honra a todos os santos, em cuja solenidade se alegram os anjos e louvam com eles o Filho de Deus”.
Essa celebração teve origem no Oriente no século IV. Várias foram as razões para realizar essa festa: resgatar a lembrança daqueles cujos nomes foram omitidos por falta de documentos e que somente são conhecidos por Deus; alcançar, por sua intercessão, as graças de que necessitamos e ter sempre presentes esses modelos de conduta, a fim de imitá-los.
Com sua pureza e elevação moral, os santos realizam no mundo o ideal divino; eles, em seu conjunto, formam a porção mais seleta da família de Deus e do reino de Cristo.

Ó Senhor Deus,

Vós nos revelastes que somente são felizes aqueles que têm a alma de pobre; os humildes; os que buscam a paz e os que trabalham pela justiça. Fazei que imitemos a virtude alcançada por esses irmãos e irmãs hoje celebrados pela Santa Igreja.
Amém. Santos e Santas de Deus, rogai por nós.

29 de outubro de 2006

Somos sonho!


Pelo sonho é que vamos
Comovidos e mudos
Chegamos? Não chegamos
Haja ou não haja frutos,
Pelo sonho é que vamos
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
Que talvez não teremos
Basta que a alma demos,
Com a mesma alegria,
Ao que desconhecemos
E ao que é do dia a dia.

Chegamos? Não chegamos?

Partimos. Vamos. Somos!

Sebastião da Gama

28 de outubro de 2006

O sonho sustenta a vida!

Estou aqui devido a um erro — não nesta cadeia especificamente — mas em todo este mundo terrível, às riscas; um mundo que parece não um mau exemplo de amadorismo, mas que é, na realidade, horror, calamidade, loucura, erro, e vede, o achado raro, intrigante, mata o turista, o gigantesco urso esculpido abate o seu martelo de madeira sobre mim. E no entanto, desde a mais tenra infância, tive sonhos... Nos meus sonhos, o mundo tinha nobreza, espiritualidade; as pessoas que em estado de vigília tanto temia nele apareciam numa refracção fremente, como se estivessem embebidas, envoltas nessa vibração de luz que em tempo de calor confere vida aos próprios contornos dos objectos; as suas vozes, os seus passos, as expressões dos seus olhos e mesmo das suas roupas adquiriam um significado comovente; em termos mais simples, nos meus sonhos o mundo ganhava vida, tornando-se tão captivantemente majestático, livre e etéreo que depois era opressivo respirar a poeira dessa vida decalcada. Mas também há muito que me afiz à ideia de que aquilo a que chamamos sonhos é uma semi-realidade, uma promessa de realidade, um vislumbre e um bafo, ou seja, os sonhos contêm, num estado diluído, muito vago, mais realidade genuína do que o nosso decantado estado de vigília que, por sua vez, é um semi-sono, uma modorra maligna na qual penetram, grotescamente deformados, os sons e as imagens do mundo real, fluindo para lá dos limites da consciência, como quando se ouve durante o sono um conto horrorosamente insidioso porque o ramo duma árvore está a arranhar uma vidraça, ou nos vemos a afundar-nos na neve porque o lençol está a escorregar. Mas como receio acordar!

Vladimir Nabokov, in Convite para uma Decapitação

27 de outubro de 2006

Festas em Honra de Santa Iria


Olá. Gostaria de informar e convidar todos os visitantes do Blog a visitarem a aldeia de Santa Iria (Serpa), neste fim de semana em que se realizam as Festas em Honra de Santa Iria.

Principais destaques:

Sábado (28/10): 21h- Procissão de velas em Honra de Santa Iria

Domingo (29/10): 15h- Eucaristia seguida de Procissão em Honra de Santa Iria

(Para quem visitar Santa Iria neste fim-de-semana e não me conhecer, eu sou o acólito nas procissões e Eucaristia) :P

Apareçam

Um forte abraço e que SANTA IRIA vos proteja

Problema resolvido

Olá visitantes. Parece que houve um pequeno problema no Blog mas que parece ja estar resolvido. Pedimos imensa desculpa pelos dias em que não estivemos no ar.

QUE JESUS DE NAZARÉ VOS PROTEJA

24 de outubro de 2006

Be Happy! =)*

Conta-se que, no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egipto, com o objectivo de visitar um famoso sábio.
O turista ficou surpreendido ao ver que este morava num quartinho muito simples e cheio de livros. As únicas peças de mobiliário eram uma cama, uma mesa e um banco.
* Onde estão os seus móveis? - perguntou o turista.
E o sábio, rapidamente, perguntou também:
* E onde estão os seus...?
* Os meus?! - surpreendeu-se o turista - Mas eu estou aqui apenas de passagem!!!!!
* Eu também... - concluiu o sábio.

A vida é somente uma passagem... No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente e esquecem-se de ser felizes.

22 de outubro de 2006

Uma carta para ti

Como estás? Escrevo-te esta carta porque quero dizer-te quanto me preocupo contigo e quão grande é o meu desejo de ajudar-te.
Vi-te ontem co m teus amigos e pensei que talvez quisesses falar-me também a mim.
Esperei todo o dia. Ao entardecer, dei-te um lindo pôr-do-sol para terminar teu dia e uma brisa fresca para teu descanso depois de um dia cansativo e esperei...
Nunca vieste.
Sim, claro doeu-me muito, mas ainda assim te amo e quero ser teu amigo.
Vi-te dormir ontem à noite e quis tocar tua fronte.
Enviei raios de lua que cobriram teu travesseiro e teu rosto para ver se despertavas para falar comigo, mas não! Continuavas em teu sono.
Tenho tantos dons para dar-te. Pouco depois era tarde e fostes apressadamente trabalhar.
Minhas lágrimas misturaram-se a água que caía.
Hoje vejo-te triste, preocupado, só, tão só! Meu coração compreende: meus amigos também me abandonaram e me magoaram, mas eu te amo.
Oh, se ao menos escutasses...

Eu amo-te!
Procuro dizer-te por meio do céu azul e dos verdes campos.
Falo-te ao ouvido através das folhas das árvores e do odor das flores.
Grito nos riachos entre as montanhas.
Dou aos pássaros canto de amor para ti.
Visto-te com o calor do Sol e perfumo para ti o ar com o aroma da natureza.
Meu amor por ti é mais profundo do que o mar, porém maior é meu desejo de falar e caminhar contigo.
Eu sei o quão duro é viver nesta terra.
Realmente o sei e desejo ajudar-te se me deixares somente demonstrá-lo.

Quisera que conhecesses o meu Pai.
Ele deseja ajudar-te também.

Meu Pai é assim.
Logo tu o conhecerás e o amarás tanto quanto a mim.
Chama-me qualquer hora do dia ou da noite, pois eu nunca durmo e sempre te responderei.

Amo-te sejas solteiro, casado, divorciado...
Sejas bom ou mau, eu amo-te.
Pede-me o que queiras, que se for para teu benefício eu te darei.
Fala comigo e desabafa tuas angústias e ansiedades que eu sempre tenho tempo para ti.
Por favor, não esqueças de mim, tenho tanto o que compartilhar contigo...
Quero dar-te tantas coisas.
Já não te incomodarei mais. Sei que tens muito que fazer.
Perdoa-me que te tenha tomado tanto tempo, mas não podia esperar mais sem deixar-te saber que te amo e te espero.

Teu amigo fiel
Jesus de Nazaré

Ninguém chega até nós por acaso!

Se alguém te procurar...
Com frio... É porque tens o cobertor.
Com alegria... É porque tens o sorriso.
Com lágrimas... É porque tens o lenço.
Com versos... É porque tens a música.
Com dor… É porque tens o curativo.
Com palavras... É porque tens a audição.
Com fome... É porque tens o alimento.
Com beijos... É porque tens o mel.
Com dúvidas... É porque tens o caminho.
Com orquestras... É porque tens a festa.
Com desânimo... É porque tens o estímulo.
Com fantasias... É porque tens a realidade.
Com desespero... É porque tens a Serenidade.
Com entusiasmo... É porque tens o brilho.
Com segredos... É porque tens a cumplicidade.
Com tumulto... É porque tens a calma.
Com confiança... É porque tens a força.
Com medo... É porque tens o AMOR!!!!
Ninguém chega até NÓS por acaso.

19 de outubro de 2006


Senhor, Vós me perscrutais e conheceis. Vós sabeis quando me sento e me levanto, conheceis à distância o meu próprio pensar. Quer caminhe, quer repouse, Vós o sabeis; estais atento a todos os meus passos. Ainda a palavra não chegou à boca, já a conheceis plenamente. Estais à minha frente e atrás de mim, sobre mim repousa a Vossa mão. Grande demais é essa ciência para o meu alcance, tão alta que não posso atingi-la. Como poderei ausentar-me do Vosso espírito e como fugir à Vossa presença? Se subir aos céus lá Vos encontro, se descer aos infernos, igualmente. Mesmo que me aposse das asas da aurora, e for morar nos confins do mar, mesmo aí a Vossa mão me conduz e a Vossa direita me segura.

Gerard Manley Hopkins

18 de outubro de 2006

Pense nisto...

«Um dia vais ver que não valeu a pena tanta correria, para ganhar dinheiro e não o usufruir.Vais ver que o tempo passou e o cansaço tomou conta do teu corpo.Vais ver que, mesmo rodeado de muita gente, te sentes só. Um dia vais-te recolher no teu quarto e ter vontade de abraçar o travesseiro, porque não sobrou ninguém para abraçar. Vais ver que, entrando numa roda-viva, não és mais dono do tempo que dizem que é teu e que não podes cedê-lo a qualquer um.Vais ver que o carro já está se tornando um problema, e não um conforto. O telefone é chato, a gravata incomoda... Por mais que tentes te livrar de tudo, és um escravo, e ainda assim, invejado por muitos. Vais ver que não valeram a pena os anos sem férias, sem descanso. Vais ver que não tens mais ilusões e a esperança anda com vontade de dormir... Um dia vais ver que passaste pela vida sem viver. Frequentaste o mundo sem saber porquê. Rodaste, rodaste, rodaste e não saíste do lugar.Pensaste que foste, mas ficaste. Tiveste tudo e não sentiste nada. Um dia verás que o tempo escoa tão rápido como a areia fina pelos teus dedos. Vais ver que resta parar e gritar: "Chega!". Vais ver que é hora de sorrir, de amar, de ser feliz, de dar a mão ao próximo. Antes que seja tarde demais para isso, disponibiliza tempo para ti e para os outros. Os outros são as pessoas a quem queres bem e aquelas que te querem bem. Não vale a pena ter dinheiro, sucesso, riquezas se não tiveres pessoas para compartilhar as tuas alegrias. Dá valor e respeita as coisas mais queridas, aquelas do teu coração. Apega-te a elas como à própria vida, porque sem elas, a vida carece de sentido. Enfim, vive um dia de cada vez, e viverás todos os dias da tua vida.»

(autor desconhecido)

17 de outubro de 2006

É possível viver sem fingir que se vive!

É possível falar sem um nó na garganta.
É possível amar sem que venham proibir.
É possível correr sem que seja a fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta!
É possível andar sem olhar para o chão.
É possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os Astros.
Se te apetece dizer não, grita comigo: Não!
É possível viver de outro modo (...).
É possível viver o Amor (...).
É possível viver de pé.
Não te deixes murchar.
Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser Homem.
É possível ser livre, livre, livre.

Manuel Alegre

16 de outubro de 2006

Peregrinação Franciscana

Olá visitantes do blog. Há vários dias que estou a preparar o post sobre a XXXIV Peregrinação da Família Franciscana a Fátima. Mas os últimos dias têem-se mostrado muito difíceis na minha vida. Mas esta fase irá passar. Espero que compreendam. A publicação será brevemente.
Um forte abraço em Cristo para todos
IVO ROSA

15 de outubro de 2006

14 de outubro de 2006

=)*

Ser escuteiro é:

buscar o contacto com a natureza e apelar para a sua protecção.
é saber construir pontes sobre os rios e pontes entre as pessoas.
é aprender a dar vários nós, mas sobretudo, dá-los entre as pessoas.
é saber fazer construções que resistem a toda a actividade, ficar com as mãos feridas do cisal e, no final, desmanchá-las.
é superarmo-nos a nós mesmos, com a ajuda do grupo.
é ter e ser alguém dentro da equipa que recebe e dá confiança e apoio físico para se ultrapassarem os obstáculos da caminhada.

é irmos no meio da rua e darmos connosco a cantarolar músicas tontas.
é progresso pessoal, tornarmo-nos aquele que, falte quanto faltar, diz aos seus elementos que está quase.
é cantar independentemente do tom de voz, no conjunto cria-se uma bela melodia.
é chegarmos a casa e os pais quase que dizerem para nos despirmos à porta.
é andar constantemente a chatear os vizinhos e familiares para nos comprarem tudo aquilo que nos lembramos de vender.
é resolver passar o dia com a equipa a fazer vendas em todos os prédios sem elevador.
é metermo-nos em atalhos e perdermo-nos ou chegar ao mesmo tempo que os outros, cheios de arranhões (esta só acontece uma vez).
é escalar rochas para ir para o caminho onde deveríamos estar (qual dar a volta, qual quê, o escuta desenrasca-se!).
é sempre que se vai em actividade alguém dar uma valente queda, a grande maioria das vezes nos locais de menor perigo.
é adormecermos no meio de estradas secundárias, em localizações desertas, às cinco da manhã, a dormir na barriga de alguém e acordar com uma dor na nossa barriga.
é andar muito, muito, muito e sempre chegar ao destino final, ao encontro com o resto do grupo.

é agradecer no final de cada actividade pelos bons momentos.
é fazer actividades radicais e, surpreendentemente, custar muito menos do que pensámos.
é levar massagens no final de muitos quilómetros com malas de 20 kgs.

é rir de alguém que não levou calçado adequado ou sermos nós o desgraçado que durante uns dias anda com os pés cheios de bolhas.
é um elemento torcer um pé e termos que levar tanto peso como o do nosso próprio corpo, por causa das duas malas extra, a do elemento que torce o pé e a de que o leva até arranjarmos ajuda.
é sermos criticados por sermos mais pequenos e, no final, quem mais nos critica ter que em variadas condições pegar-nos para dexer um obstáculo em que a altura é outro obstáculo.
é o maior elemento da equipa ser o que gosta de dormir mais à larga.
é ter feito uma promessa de auxiliar os nossos semelhantes e cumpri-la automaticamente.
é, volta e meia, calhar-nos lavar o panelão que alguém, muito prestavelmente, queimou.
é fazer diariamente uma boa acção.
é viver em oração.
é um ideal, um modo de vida.
é gritar ao mundo que estamos vivos e felizes.
é ter um pedacinho de Deus dentro de nós.
é ficar feliz pela primeira insígnia conquistada e, algum tempo mais tarde, contemplar aquela grande cicatriz.
é ter um chefe que ora se baba pelos seus elementos ora se irrita.
é ser um jovem criativo, que coordena competências e habilidades com outros jovens.
é ter um projecto de vida e um plano de actividade.
é a auto-formação de Homens e Mulheres.
é a ausência de discriminação sexual.
é brigar com a pessoa que cozinha por causa das panelas.
é desenvolver tudo o que temos de bom em nós e pô-lo ao proveito do grupo.
é um crescimento e uma corrida de pés atados.
é tentar deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrámos.

é saber relacionar-se com os outros e ter milhões de irmãos pelo mundo fora!

É, sobretudo, aprender a ver a vida de um modo optimista e conseguir contagiar toda uma equipa desesperada. É anos mais tarde continuarmos a falar dos eventos ocorridos em determinadas actividades.



"Um Escuteiro é um jovem que eleva três dedos para Deus, e perante Ele e os seus pares e familiares, promete fazer o melhor que sabe para auxiliar os seus semelhantes e desempenhar os seus deveres."
“O Escutismo é um movimento cuja finalidade é educar a próxima geração como cidadãos úteis e de vistas largas. A nossa intenção é formar Homens e Mulheres que saibam decidir por si próprios, possuidores de três dons fundamentais: Saúde, Felicidade e Espírito de Serviço.”
(desculpem o testamento mas, como podem ver, é algo de difícil descrição :P)

13 de outubro de 2006

12 de outubro de 2006

Amando te encontrarei, e encontrando-te, amarei!


Senhor, se nao estás aqui, onde te posso encontrar?
Se estás escondido, como descubro a tua presença?
É certo que moras numa claridade inacessível.
Mas, onde posso encontrar essa inacessível claridade?
Quem me levará até ali para que te possa ver?
E logo, com que sinais te posso encontrar?
Nunca te vi, Senhor, Deus meu; não conheço a tua cara…
Ensina-me a encontrar-te e mostra-te a quem te procura
porque nao posso ir à tua procura a menos que tu me ensines,
e nao posso encontrar-te se tu não te mostrares.
Desejando te encontrarei, encontrar-te-ei desejando,
amando te encontrarei, e encontrando-te, amarei.
[Santo Anselmo]

11 de outubro de 2006

Viver Como as Flores

- Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Não gosto das mentirosas, das cínicas nem das egoístas.
- Pois viva como as flores! - advertiu o mestre.
- Como é viver como as flores? - perguntou o discípulo.
- Repare nestas flores, continuou o mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim. Apesar de nascerem no esterco, são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo o que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas. É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimentos. Exercitar, pois, a virtude é rejeitar todo o mal que vem de fora.
- Isso é viver como as flores!

10 de outubro de 2006

Porque há que ter tempo para parar...


Que vale esta vida, se, de tanto cuidar,
Não tivermos tempo para parar a olhar?
Sem tempo para ficar à sombra dos ramais
Parados a olhar, tal como os animais.
Sem tempo para ver, quando pelos bosques passar,
Onde na erva os esquilos suas nozes vão guardar.
Sem tempo para ver, com o sol a brilhar,
Rios cheios de estrelas, qual céu à noite a cintilar.
Sem tempo para o rosto da beleza contemplar
E observar os seus pés quando está a dançar.
Sem tempo para esperar até a sua boca poder
O sorriso dos teus olhos finalmente enriquecer.

Que pobre vida esta, se, de tanto cuidar
Não tivermos tempo para parar a olhar.

(W. Davies)

8 de outubro de 2006

Simplesmente


Faz-me, Senhor, querer o que Tu queres.
E nada mais. Amar o que Tu amas
E crescer em Ti, se cresces
E morrer abundante de vida.

Faz-me, Senhor, gratuito como o Sol
E livre de tudo e preso a nada.
E construído pela ternura do teu sopro
E dado ao amor. Simplesmente.


(João Ribeiro)

7 de outubro de 2006


“Sem oração não pode haver consciência da própria fraqueza. A oração é a chave que abre a porta da manhã e fecha a porta da noite. Só de Deus, por meio da oração, vem toda a nossa força.
Rezar não é pedir. Rezar é a respiração da alma. Encontrei gente que inveja a minha paz. Esta paz vem-me da oração. Não sou um homem de cultura, mas penso, humildemente, ser um homem de oração.
A oração salvou-me a vida. Sem ela, eu estaria louco há muito tempo. Se consegui libertar-me do desespero foi graças à oração.
A oração não foi parte da minha vida, como o foi a verdade. A oração desabrochou simplesmente da necessidade, quando me encontrava em situações nas quais não poderia absolutamente ser feliz, sem ela. Com o passar do tempo, a minha fé em Deus aumentou e o desejo de rezar tornou-se irresistível.
Para viver no meio dos homens, é necessário uma força eficaz, absoluta: a da oração. O corpo humano pode viver temporariamente, sem alimentos. A alma, sem oração, morre. O jejum da oração não existe. Rezar é estar com Deus.”

M. Gandhi

6 de outubro de 2006

Peregrinação Franciscana ao Santuário de Fátima

Nos próximos dias 7 e 8 de Outubro realizar-se-á a Peregrinação Franciscana ao Santuário de Fátima. Eu, em conjunto com os Jovens Shemá', os Iramãozinhos de S. Francisco de Assis e os Compnheiros do Santíssimo Sacramento estaremos lá. Depois será aqui feita uma publicação especial sobre esta Peregrinação.
Apareçam em Fátima.

5 de outubro de 2006

4 de Outubro - Celebração do Dia de S. Francisco de Assis

PAZ E BEM
Olá visitantes do blog. Ontém foi comemorado o dia de S. Francisco de Assis. Não tive oportunidade de fazer a publicação a Ele dedicada.
Agradeço muito aos Irmãozinhos de São Francisco de Assis (FISFA) de Beja pelo texto sobre a vida do Santo que a seguir será publicada. Um forte abraço para eles.

No dia 4 de outubro celebramos São Francisco de Assis, que nasceu na cidade de Assis, na Itália, em 1181 (ou 1182). Filho de um rico comerciante de tecidos, Francisco tirou todos os proveitos de sua condição social vivendo entre os amigos boêmios.
Tentou, como o pai, seguir a carreira de comerciante, mas a tentativa foi em vão.
Sonhou então, com as honras militares. Aos vinte anos alistou-se no exército de Gualtieri de Brienne que combatia pelo papa, mas em Spoleto teve um sonho revelador: Foi convidado a trabalhar para "o Patrão e não para o servo".
Suas revelações não parariam por aí. Em Assis, o santo dedicou-se ao serviço de doentes e pobres. Um dia do outono de 1205, enquanto rezava na igrejinha de São Damião, ouviu a imagem de Cristo lhe dizer: "Francisco, restaura minha casa decadente".
O chamado, ainda pouco claro para São Francisco, foi tomado no sentido literal e o santo vendeu as mercadorias da loja do pai para restaurar a igrejinha. Como resultado, o pai de São Francisco, indignado com o ocorrido, deserdou-o.
Com a renúncia definitiva aos bens materiais paternos, São Francisco deu início à sua vida religiosa, "unindo-se à Irmã Pobreza".
A Ordem dos Frades Menores teve início com a autorização do papa Inocêncio III e Francisco e onze companheiros tornaram-se pregadores itinerantes, levando Cristo ao povo com simplicidade e humildade.
O trabalho foi tão bem realizado que, por toda Itália, os irmãos chamavam o povo à fé e à penitência. A sede da Ordem, localizada na capela de Porciúncula de Santa Maria dos Anjos, próxima a Assis, estava superlotada de candidatos ao sacerdócio. Para suprir a necessidade do espaço, foi aberto outro convento em Bolonha.
Um fato interessante entre os pregadores itinerantes foi que poucos, dentre eles, tomaram as ordens sacras. São Francisco de Assis, por exemplo, nunca foi sacerdote.
Em 1212, São Francisco fundou com sua fiel amiga Santa Clara, a Ordem das Damas Pobres ou Clarissas. Já em 1217, o movimento franciscano começou a se desenvolver como uma ordem religiosa. E como já havia ocorrido anteriormente, o número de membros era tão grande que foi necessária a criação de províncias que se encaminharam por toda a Itália e para fora dela, chegando inclusive à Inglaterra.
Sua devoção a Deus não se resumiria em sacrifícios, mas também em dores e chagas. Enquanto pregava no Monte Alverne, nos Apeninos, em 1224, apareceram-lhe no corpo as cinco chagas de Cristo, no fenômeno denominado "estigmatização".
Os estigmas não só lhe apareceram no corpo, como foram sua grande fonte de fraqueza física e, dois anos após o fenômeno, São Francisco de Assis foi chamado ao Reino dos Céus.
Autor do Cântico do Irmão Sol, considerado um poeta e amante da natureza, São Francisco foi canonizado dois anos após sua morte.
Em 1939, o papa Pio XII tributou um reconhecimento oficial ao "mais italiano dos santos e mais santo dos italianos", proclamando-o padroeiro da Itália.


FISFA Beja

4 de outubro de 2006

Sermão das Aves

Certo dia, Francisco saiu para uma missão. Entre Cannara e Bevagna, num local silvestre, onde havia um pequeno descampado e ao redor muitas árvores de todas as espécies. Em cima das árvores, voando em revoadas e espalhadas pelo chão no descampado, muitas aves, que cantavam e se confraternizavam com grande alarido. O Santo falou a seus discípulos: "Esperem um momento, vou pregar às nossas irmãzinhas aves!" Entrou no campo indo de encontro às aves que estavam no chão. E mal começou a pregar, as que estavam nas árvores desceram. Nenhuma se mexia, embora andando ele passasse perto e mesmo chegasse a roçar nelas com a extremidade de sua veste! E dizia às aves:
"Minhas irmãzinhas aves, vocês devem muito a DEUS, o CRIADOR, e por isso, em todo lugar que estiverem devem louva-LO, porque ELE lhes permitiu que voassem para onde quisessem, livremente, da mesma forma que devem agradecer o alimento que ELE lhes dá, sem que para isso tenham que trabalhar; agradeçam ainda a bela voz que o SENHOR lhes proporciona, que lhes permitem realizar lindas entonações! Vejam, minhas queridas irmãzinhas, vocês não semeiam e não ceifam. É DEUS quem lhes apascenta, quem lhes dá os rios e as fontes, para saciar a sede; quem lhes dá os montes e os vales, para o seu refúgio e lazer, assim como lhes dá as árvores altas, para fazerem os ninhos. Embora não saibam fiar e nem coser, DEUS lhes concede admiráveis vestimentas para todas vocês e seus filhos, porque ELE lhes ama muito e quer o bem estar de vocês. Por isso, minhas irmãzinhas, não sejam ingratas, procurem sempre se esforçarem em louvar a DEUS."
Acabando de dizer-lhes estas palavras, todas as aves num gesto quase uniforme, começaram a abrir os bicos e esticar os pescoços, à medida que abriam as asas e inclinavam reverentemente a cabeça até a terra, cantando, demonstrando assim que Francisco lhes havia proporcionado uma grande satisfação!
Finalmente, São Francisco lhes fez o Sinal da Cruz e deu-lhes licença de se retirarem. Então, todas aquelas aves se levantaram no ar com um maravilhoso canto, e logo se dividiram em revoadas e desapareceram atrás das colinas e das matas.
Conta-se que, dias depois, o Santo foi em companhia de Frei Massau a um lugarejo chamado Alviano, entre Orte e Orvieto. Pararam na praça do Mercado e como sempre, cantaram uma melodia com versos que convidavam a conversão do coração, com a finalidade de reunir o povo. Depois começou a pregar. Entardecia. As andorinhas que ainda hoje fazem ninho nos altos muros e nas torres das construções, voavam de um lado para outro em ciclo contínuo, cantando forte e de modo quase uníssono. Os habitantes do lugarejo que se comprimiam ao redor para ouvir a palavra dele, não estavam conseguindo entender quase nada, porque o barulho das andorinhas era muito intenso. Então, Francisco com a maior tranqüilidade, olhou para elas e com muita doçura disse:
"Irmãs andorinhas, parece-me que agora é minha vez de falar. Já cantaram e falaram bastante! Escutem, pois, a palavra de DEUS e fiquem silenciosas enquanto eu falo!"
Elas pararam e fizeram um grande silêncio, por todo o tempo que ele falou.

3 de outubro de 2006

Glorioso S. Francisco

Glorioso São Francisco,
Santo da simplicidade, do amor e da alegria.
No céu contemplais as perfeições infinitas de Deus.
Lançai sobre nós o vosso olhar cheio de bondade.
Socorrei-nos em nossas necessidades espirituais e corporais.
Rogai ao nosso Pai e Criador que nos conceda as graças que pedimos por
vossa intercessão,
vós que sempre fostes tão amigo dele.
E inflamai o nosso coração de amor sempre maior
a Deus e aos nossos irmãos, principalmente os mais necessitados.
São Francisco de Assis, rogai por nós.

Amém.

Senhor, cativa-me!


Senhor, se Te agrada, cativa-me.
Se Tu me cativas a minha vida ficará cheia de sol.
Encontrei um sentido para a vida, que será diferente de todas as outras que imaginei até agora.
Ensina-me que sou para Ti único no mundo.
Ensina-me que temos necessidade um do outro.
Porque, da minha parte, tenho imensa necessidade de Ti, e, da tua parte, tu queres ter necessidade de mim.
Ensina-me que não se vê bem senão com o coração e que o essencial és Tu.
Para que eu não perca a paciência neste trabalho de cativar, repete-me muitas vezes que o tempo que perco à procura do Teu rosto e do Teu amor é aquilo que fará a minha descoberta importante.
E porque é tão maravilhoso deixar-me cativar por Ti, não quero guardar esta alegria apenas para mim. Quero partilhá-la com os outros; quero cativar os outros.
Sei que a minha responsabilidade crescerá, e isso far-me-á por vezes sofrer, porque se é responsável para sempre por aqueles que cativámos. Mas não faz mal, Senhor.
Tu estás comigo no interior de todos os seres para os amares em mim.
Senhor, ensina-me que sou para Ti único no mundo.
Ensina-me também, que Tu és para mim único no mundo.

Rosanne Roy

2 de outubro de 2006

Senhor responde Tu

Na próxima quarta-feira será comemorado o dia de S. Francisco de Assis, ao londo destes dias tenho publicado alguns textos sobre S. Francisco e a Ordem por ele fundada. Hoje será publicada mais uma oração feita por ele.
S. Francisco de Assis rogai por nós.

Senhor responde Tu

Senhor Jesus Cristo, eis que, eu te segui, sem Te contradizer em nada,
e tudo o que me comandaste, o executei com plena obediência.
Em verdade eu não sou tão grande que esteja em meu poder cumprir, sem Tua ajuda, coisa alguma que Te seja grata e bem aceita e para eles útil e salvadora.
Tu, que me deste ordem de fazer e escrever estas coisas que, por Teu louvor e para a
salvação deles, eu escrevo e escrevi, responde a eles por mim e mesmo lhes demonstre
que são tuas palavras e não minhas.

O que é a vida sem amor?!

A inteligência sem amor, te faz perverso.
A justiça sem amor, te faz implacável.
A diplomacia sem amor, te faz hipócrita.
O êxito sem amor, te faz arrogante.
A riqueza sem amor, te faz avarento.
A docilidade sem amor, te faz servil.
A pobreza sem amor, te faz orgulhoso.
A beleza sem amor, te faz ridículo.
A autoridade sem amor, te faz tirano.
O trabalho sem amor, te faz escravo.
A simplicidade sem amor, te deprecia.
A oração sem amor, te faz introvertido.
A lei sem amor, te escraviza.
A política sem amor, te deixa egoísta.
A fé sem amor, te deixa fanático.
A cruz sem amor se converte em tortura.
A vida sem amor... não tem sentido.........

(fonte desconhecida)

1 de outubro de 2006

Hoje tento sorrir...

Quantas vezes, um sorriso... não é mais que um refúgio da moribunda dor...
Quantas vezes, um sorriso... é gesto, reflexo, esgar de sentimentos contorcidos no interior...
Quantas vezes, um sorriso... não é, senão, meio de diversão para esconder um olhar comprometedor...
Quantas vezes, um sorriso... não vai além... da metáfora de um arco-íris sem cor....
Se um dia... o dia fosse a noite, veríamos claramente tanto daquilo que o dia teima em esconder...
Ele há sorrisos assim... que nos envolvem... nas invisíveis lágrimas que pensamos conter.
 

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